Árbitro da CAN suspenso por "falta de qualidade"

Tunisino que dirigiu o Gana-Burkina Faso das meias-finais do torneio foi alvo de forte contestação.

Slim Jedidi teve algumas decisões "ridículas", segundo o seleccionador do Burnkina Faso
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Slim Jedidi teve algumas decisões "ridículas", segundo o seleccionador do Burnkina Faso Issouf Sanogo/AFP

O árbitro que dirigiu a meia-final da CAN 2013 entre o Burkina Faso e o Gana, o tunisino Slim Jedidi, foi nesta quinta-feira suspenso pela Confederação Africana de Futebol (CAF), que alegou “falta de qualidade”.

“Nós pretendemos arbitragens com um nível superior”, referiu em conferência de imprensa realizada em Joanesburgo, África do Sul, o secretário-geral da CAF, Hicham El Amrani.

Hicham El Amrani revelou que o comité organizador da CAN 2013 não pode alterar uma decisão tomada em campo pelo árbitro, a menos que este admita que errou no relatório oficial do jogo.

A suspensão de Slim Jedidi surge após o Burkina Faso ter recorrido junto da CAF do cartão vermelho mostrado a Jonathan Pitroipa frente ao Gana e que o afasta da final com a Nigéria.

A selecção do Burkina Faso garantiu a presença pela primeira vez na final de uma CAN, a disputar no domingo na África do Sul, ao eliminar o Gana, num jogo resolvido no desempate por grandes penalidades (3-2), após a igualdade 1-1 no final do prolongamento.

Jonathan Pitroipa, um dos melhores elementos do Burkina Faso, foi admoestado com dois cartões amarelos na partida com o Gana, o primeiro por mão na bola, aos 67’, e o segundo por uma alegada simulação, aos 117’, dentro da área, num lance muito contestado.

O responsável do Burkina Faso Gualbert Kaboré revelou que a sua federação contestou o cartão vermelho logo no final do jogo com o Gana, cumprindo o exigido pelos regulamentos, acusando o árbitro de ter sido injusto e apresentando a defesa do jogador.

O seleccionador do Burkina Faso, Paul Put, considerou mesmo algumas decisões do árbitro tunisino Slim Jedidi durante o encontro de “ridículas” e sustenta que não há qualquer dúvida no lance em que Pitroipa vê o cartão vermelho, que considera de forma injusta.