Ken Wilman, acompanhado por Madge, exibe o âmbar cinza encontrado. Nigel Slater/AFP
Foto
Ken Wilman, acompanhado por Madge, exibe o âmbar cinza encontrado. Nigel Slater/AFP

Encontrou uma pedra malcheirosa que vale 115 mil euros

O âmbar cinza é produzido pelos cachalotes, a partir dos alimentos que não conseguem digerir, sendo mais tarde expelido. Este material é raro e tem aplicação na indústria dos perfumes

Ken Wilman estava a passear a cadela Magde, numa praia em Lancashire, Inglaterra, quando o animal farejou uma espécie de pedra malcheirosa. O dono pegou no objecto e imediatamente o largou, devido ao mau cheiro.

 

Já em casa, Ken pesquisou na internet e voltou à praia, porque percebeu que poderia ganhar muito dinheiro com aquela “pedra”.

 

O achado consistia em três quilogramas de âmbar cinza, uma substância que apenas em condições especiais se forma no aparelho digestivo dos cachalotes, a partir dos alimentos que o animal não consegue digerir.

 

Segundo estimativas, a descoberta dos dejectos da cachalote pode render a Ken Wilman cerca de 100 mil libras (115 mil euros).

 

Tratando-se de uma substância rara, o âmbar cinza é valioso, devido à sua utilização na indústria dos perfumes, sobretudo em França. Essa aplicação é, no entanto, proibida nos Estados Unidos.

 

Segundo noticia o "The Independent", o maior pedaço de âmbar cinza encontrado tinha 455 quilogramas e foi vendido em Londres, em 1914, por 23 mil libras, o que corresponde, segundo o referido jornal, 2 milhões de libras (cerca de 2,3 milhões de euros), nos dias de hoje.

Sugerir correcção