Arquitectos Aires Mateus nomeados para o Prémio Mies van der Rohe 2013

O Lar de Idosos da Misericórdia de Alcácer do Sal é o projecto que valeu ao atelier de Lisboa a entrada nos cinco seleccionados para este prémio bienal da Comissão Europeia.

O Lar de Idosos da Misericórdia de Alcácer do Sal é o projecto que valeu ao atelier de Lisboa a entrada nos cinco seleccionados para este prémio bienal da Comissão Europeia
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O Lar de Idosos da Misericórdia de Alcácer do Sal é o projecto que valeu ao atelier de Lisboa a entrada nos cinco seleccionados para este prémio bienal da Comissão Europeia

Os arquitectos portugueses Manuel e Francisco Aires Mateus foram nomeados finalistas do Prémio Mies van der Rohe para a Arquitectura Contemporânea da União Europeia, com o projecto do Lar de Idosos construído em Alcácer do Sal para a Santa Casa da Misericórdia desta localidade no Alentejo. Trata-se de um projecto que começou a ser elaborado em 2006, e acabou de ser construído em 2010.

Contactado pela Lusa, Francisco Aires Mateus mostrou-se "muito feliz" com a nomeação. "O nosso trabalho tem, como o de muitos arquitectos portugueses, a capacidade de estar nestas listas, mas é sempre uma surpresa, e ao mesmo tempo um contentamento", disse. Sobre o significado da nomeação para a projecção da arquitectura portuguesa, o arquitecto afirmou: "Sim, projecta, mas a arquitectura portuguesa projecta-se no mundo a cada dia", o que "é o reflexo da extrema qualidade de uma disciplina artística neste país". 

Sobre o Lar de Idosos, explicou que foi concebido para "uma comunidade rural com características muito específicas", e que "possui espaços exteriores de convívio, outro para hortas temáticas, outros, mais recolhidos, de angústia e de doença". Trata-se, acrescentou, de um projecto "quase a meio caminho entre um hospital e um hotel".

Os outros quatro finalistas deste prémio que leva o nome do arquitecto de origem alemã que se tornou referência da arquitectura mundial do século XX são a belga Marie-José Van Hee (atelier Robbrecht en Daem Architecten), pela Câmara Municipal de Gand, no seu país; o BIG Bjarke Ingels Group, com um parque urbano intercultural em Copenhaga, Dinamarca; os ateliers Batteríid Architects, Henning Larsen Architects e Studio Olafur Eliasson pela sala de concertos e centro de conferências designado Harpa, em Reiquejavique, capital da Islândia; e o atelier berlinense do alemão Jürgen Mayer-Hermann, pelo espaço comercial e cultural Metropol Parasol, em Sevilha.

Os cinco finalistas, diz o comunicado da Comissão Europeia, foram escolhidos de uma lista de 335 obras pré-nomeadas em 27 países da UE. O vencedor e o concorrente que irá receber a menção especial de Arquitecto Emergente serão anunciados no mês de Maio, e a entrega formal ocorrerá a 6 de Junho, no Pavilhão Mies van der Rohe, em Barcelona.<_o3a_p>

O Prémio Mies van der Rohe tem periodicidade bienal e foi lançado em 1988, com a primeira edição a ser conquistada por Álvaro Siza, pelo seu projecto do Banco Borges & Irmão, em Vila do Conde. <_o3a_p>

No comunicado em que anuncia os nomeados, a Comissão Europeia e a Fundação Mies van der Rohe, pelas palavras da cipriota grega Androulla Vassiliou, comissária europeia da Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude, manifestam-se "empenhadas em apoiar o sector [da Arquitectura], que contribui de forma considerável para a economia e a criação de emprego, além da sua importância para a criação de beleza e como factor de coesão da nossa sociedade".

Notícia corrigida dia 1 às 12h.