Prejuízos do mau tempo na agricultura podem chegar a seis milhões de euros

Zonas como Almeirim, Alpiarça, Torres Vedras ou Caldas da Rainha sofreram danos em centenas de hectares de produção agrícola.

A maioria dos estragos ocorreram em estufas de morangos, frutos silvestres e plantas aromáticas
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A maioria dos estragos ocorreu em estufas de morangos, frutos silvestres e plantas aromáticas Enric Vives-Rubio

Os valores ainda não são definitivos, já que o relatório dos danos provocados pelo mau tempo de há uma semana só ficarão concluídos na próxima semana, mas a Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo arrisca em estimar que os prejuízos podem chegar aos seis milhões de euros na Região Oeste, no Ribatejo e na península de Setúbal.

“Na região do Oeste estão identificados, em termos de visitas realizadas e relatórios, cerca de 35 produtores com uma área de 140 hectares e há uma estimativa de prejuízos superior a três milhões de euros”, disse à Lusa o director regional de Agricultura, Nuno Russo.

No Ribatejo, segundo o responsável, “os danos são quase na mesma ordem de grandeza, com menos prejuízos em termos de valor e em termos de áreas, mas com praticamente o mesmo número de agricultores afectados”. As zonas mais devastadas foram Almeirim e Alpiarça, “onde grandes empresas nacionais que têm ali as suas produções foram afectadas”, sublinhou Nuno Russo.

No Oeste, Caldas da Rainha e Torres Vedras tiveram o maior registo de dificuldades provocadas pelo vento e chuva fortes do último fim-de-semana.

De acordo com o director regional de Agricultura, os estragos fizeram-se sentir sobretudo “em estufas de morangos, frutos silvestres e plantas aromáticas”, estando previsto que o levantamento dos prejuízos se prolongue “até meio da próxima semana, porque ainda há situações mais particulares e com menos prejuízos, mas que têm que ser levantadas”.

Nuno Russo falava nas Caldas da Rainha, onde nesta sexta-feira acompanhou a visita do secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, a uma exploração com prejuízos superiores a um milhão de euros, na sequência da intempérie que destruiu 20 hectares de estufas de morango na região.