Feridos no choque entre dois comboios perto de Coimbra já tiveram alta

Causas do acidente por explicar. Forte colisão deixou carruagens em muito mau estado.

Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda
Fotogaleria
Adriano Miranda

Um comboio Intercidades que seguia no sentido Lisboa-Porto bateu, à entrada da estação de Alfarelos, nas traseiras de um comboio regional que seguia do Entroncamento para Coimbra.

O acidente não provocou vítimas mortais. Foram registados, no entando, 21 feridos ligeiros. Destes, 15 precisaram de assistência médica e foram transportados para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), mas já tiveram todos alta durante a noite, disse à Lusa fonte daquela unidade hospitalar.

O acidente ocorreu às 21h15.
O Intercidades saiu de Lisboa às 19h30 e deveria chegar ao Porto às 22h39, tendo chocado com um regional que seguia do Entroncamento para Coimbra.

Duas carruagens do Intercidades descarrilaram, bem como algumas carruagens do regional, que ficaram parcialmente destruídas. Esta composição era formada por duas UTE (Unidades Triplas Eléctricas) que seguiam acopladas, ficando a última bastante danificada.

O acidente ocorreu num troço da Linha do Norte que ainda não foi alvo de modernização, mas tal não terá contribuído para o acidente, que permanece, para já, sem explicação.

O Intercidades, bem como todos os comboios que circulam na Linha do Norte, estão equipados com um sistema Convel (Controlo de Velocidade) que faz parar a composição automaticamente no caso de o maquinista não respeitar um sinal de restrição. Neste caso – e a menos que tenha havido uma falha grave na sinalização –, o maquinista do Intercidades ter-se-ia deparado com um sinal amarelo e outro vermelho antes de embater no regional que seguia na dianteira. Em circunstâncias normais, o Convel teria actuado, imobilizando o comboio numa paragem de emergência.

Segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil, foi enviado um helicóptero de socorro para o local do acidente, bem como 142 bombeiros apoiados por 43 veículos.

Como a linha ficou interrompida é de prever que nesta terça-feira, pelo menos durante a manhã, o tráfego ferroviário na Linha do Norte decorra com fortes perturbações.
 

Entretanto, o Governo ordenou à Refer e à CP a abertura de um inquérito sobre o acidente. “Foi ordenada às duas empresas, Refer [Rede Ferroviária Nacional] e CP [Comboios de Portugal], com a colaboração do IMT – Instituto para a Mobilidade e Transportes, a abertura de um inquérito para apuramento das causas deste acidente, cujas conclusões preliminares deverão ser apresentadas nas próximas 72 horas”, diz uma nota do Ministério da Economia, citada pela Lusa.

O gabinete do ministro Álvaro Santos Pereira enaltece no texto as “diferentes forças de socorro e segurança que tão prontamente acorreram ao local do acidente”. “A sua acção foi determinante na minimização do impacto deste acidente”, diz o ministério, que lamenta a existência de feridos, “felizmente sem gravidade”.