Subiu para 13 número de mortos numa cerimónia da IURD em Luanda

Mais de 250 mil pessoas afluíram a um estádio com capacidade para 70 mil.

Subiu para 13 o número de mortos num acidente ocorrido numa vigília da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), no último dia de 2012, no estádio Cidadela Desportiva de Luanda.

O balanço final confirmou 13 mortos, entre os quais três crianças, com idades entre três e quatro anos, segundo informações citadas pelo Jornal de Angola. O acidente ocorreu ao fim da tarde de segunda-feira. O número de feridos rondou os 120, mas a maior parte teve rapidamente alta.

Dez das vítimas mortais perderam a vida já nos hospitais para onde foram transportadas, três enquanto eram transportadas e as outras três no local da tragédia, explicou Filomena Wilson, porta-voz da comissão de acompanhamento da quadra festiva.

Lina Antunes, directora clínica do hospital Américo Boavida, para onde foram encaminhadas a maior parte das vítimas, disse que diversas mortes terão sido provocadas por asfixia. O porta-voz do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Sebastião, falou em asfixia e esmagamento. Serão as autópsias a confirmar as causas.

O estádio tem capacidade para 70 mil pessoas, mas números avançados pela imprensa local indicam que terão comparecido à Vigília da Virada – Dia do Fim entre 250 e 280 mil.

"A nossa expectativa era de termos nesta vigília 70 mil pessoas, essa expectativa foi de longe superada, porque após alguns dados, apesar de não serem os definitivos, nós estimamos que estiveram na vigília acima de 250 mil pessoas”, disse também o bispo Felner Batalha, citado pela Rádio Nacional de Angola.

Transportados em autocarros alugados, a partir de todos os municípios de Luanda, muitos fiés estavam no local desde manhã, segundo o Jornal de Angola. Testemunhas disseram que todos os portões do estádio foram abertos e que os fiéis que não cabiam  podiam acompanhar o que se passava no interior através de dois ecrãs gigantes instalados fora do recinto. A certa altura, a multidão concentrada junto a um dos portões terá querido entrar para o espaço já lotado, causando o acidente.

O director do Complexo da Cidadela, Joaquim Muaxinika, disse ao diário oficial angolano que a cerimónia religiosa foi autorizada depois de verificadas as condições de segurança. “Eles solicitaram o culto há mais de 20 dias, e, pelos documentos apresentados, estava tudo preparado.”

Notícia actualizada a 4 de Janeiro: balanço oficial do número de mortos foi de 13 e não 16.