Manuel Lemos: "Enquanto houver misericórdias não há razão para haver fome em Portugal"

Presidente da União das Misericórdias Portuguesas pede às pessoas para que recorram às misericórdias e IPSS.

Associação de Estudantes do ISCTE queixa-se que a cantina da sua instituição não é suficiente
Foto
Pessoas devem recorrrer às instituições em caso de fome, apela Manuel Lemos Adriano Miranda

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, disse este domingo que "enquanto existirem misericórdias não há razão para haver fome em Portugal", criticando o "calor da luta política" que se tem gerado sobre o assunto.

"Quem quiser e estiver em condições e precisar (...) pode ir a uma misericórdia de Portugal e a muitas IPSS [instituições particulares de solidariedade social] onde de certeza terão o que comer", declarou Manuel Lemos.

O responsável admite que possa haver casos de fome mas atribui-os ao facto das pessoas não se dirigirem às instituições para receberem apoio e alimentos. "É preciso dizer às pessoas: 'Vão buscar os alimentos! Vão buscar a comida!'", sublinha.

Manuel Lemos diz também entender que o assunto tenha destaque pelo "calor da luta política", referindo-se por exemplo a declarações de sábado do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos. Segundo o sindicalista, em discurso proferido em Lisboa após a manifestação, o Orçamento do Estado para 2013 irá "trazer mais fome a Portugal".