Portas concorda com Cavaco sobre condições de financiamento

Apesar de concordar com o Presidente da República, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros vincou que "Portugal não é a Grécia".

Paulo Portas concordou que Portugal deve beneficiar de condições semelhantes à Grécia
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Paulo Portas concordou que Portugal deve beneficiar de condições semelhantes à Grécia Foto: Adriano Miranda

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros disse, esta quinta-feira, que concorda com a posição do Presidente da República de que Portugal deve beneficiar de algumas das regras negociadas com a Grécia, como o alargamento do prazo de reembolso.

Questionado sobre se concorda com a posição tomada por Cavaco Silva sobre a possibilidade de Portugal beneficiar das novas regras adoptadas para a Grécia pelos parceiros europeus, Paulo Portas respondeu: "Concordo".O Presidente da República defendeu na quarta-feira que Portugal deveria ver reduzida a comissão que paga pelos empréstimos europeus e ter um alargamento do prazo de reembolso, apesar de viver uma situação muito diferente da Grécia.
Não se referindo em específico a medidas que gostaria de ver estendidas a Portugal, Paulo Portas disse que "no momento certo" Portugal "deve beneficiar e evidenciar a regra segundo a qual quando há circunstâncias institucionais semelhantes se aplicam regras semelhantes".
"Portanto, o Governo disse isso, o Presidente disse isso e eu concordo", sublinhou Paulo Portas, à margem do 38.º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT), que começou, esta quinta-feira, em Coimbra.
Também em sintonia com Cavaco Silva, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros  vincou que "Portugal não é a Grécia" e que "nenhum país gostaria de estar na situação em que estão os gregos".
As declarações do Presidente da República, na quarta-feira, foram feitas no Estoril, concelho de Cascais, à margem da cerimónia de entrega dos prémios Fernando Namora e Agustina Bessa Luís.
Cavaco Silva afirmou então que não encontra "razão para que não seja reduzida a comissão que é cobrada a Portugal pelos empréstimos que recebeu do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira", assim como disse não ver razão "para que não seja alargado o período de reembolso dos empréstimos do Fundo de Europeu de Estabilidade Financeira".