Nova Zelândia junta-se à Austrália contra a caça à baleia pelo Japão

Nova Zelândia também vai contestar, no Tribunal Internacional de Justiça, o argumento do Japão de que caça centenas de baleias para fins "científicos".

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Protesto em Auckland, Nova Zelândia, em 2006: contra a caça "cient´ Greenpeace/Reuters

Agora, o governo neo-zelandês solicitou o direito de intervenção junto do tribunal, o que significa que poderá apresentar também os seus argumentos contra a actividade baleeira.

A caça comercial à baleia está proibida por uma moratória internacional de 1986. Mas a Convenção para a Regulação da Caça à Baleia permite algumas excepções, entre elas a captura para fins científico. Anualmente, o Japão mata centenas de baleias sob esta excepção. No último ano, foram 540. Apesar do argumento científico, a carne de baleia acaba por ser comercializada.

“A Nova Zelândia tem todo o interesse em garantir que a Comissão Baleeira Internacional funcione de modo efectivo e que a Convenção para a Caça à Baleia seja correctamente interpretada e aplicada”, justifica o ministro neo-zelandês dos Negócios Estrangeiros, Murray McCully, num comunicado.

McCully confessa-se desapontado com o falhanço das iniciativas diplomáticas para convencer o Japão a desistir ou limitar a sua actividade baleeira. “O Governo continuará a usar todas as avenidas possíveis para tentar parar a caça à baleia pelo Japão no Oceano Antárctico”, disse o ministro.

O Japão tem vindo a tentar, há anos, reintroduzir a caça comercial à baleia – uma actividade tradicional do país. Mas vários países que também integram a Comissão Baleeira Internacional têm-se oposto.