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Portugal volta a não ganhar em jogo com três penáltis

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Foto: Reuters

Portugal empatou esta quarta-feira em Libreville, frente ao Gabão (2-2), num jogo particular muito pobre e com poucos motivos de interesse. Depois da derrota na Rússia e do empate com a Irlanda do Norte, a selecção nacional voltou a não conseguir vencer.

Depois de uma primeira meia hora totalmente desinteressante, e com apenas um lance de perigo (curiosamente junto da baliza portuguesa), o jogo animou no último quarto de hora do primeiro tempo, graças a duas grandes penalidades.

Marcou primeiro o Gabão, aos 33’, depois de o árbitro ter considerado que Sílvio cometeu falta sobre Lengoulama, na grande área. Madinda bateu para um lado, Beto caiu para o outro. A equipa da casa mal teve tempo de saborear a vantagem, porém. Praticamente no lance seguinte, Éder foi agarrado por Nzemba e o árbitro assinalou nova grande penalidade. Pizzi, chamado à marcação, fez o primeiro golo com a camisola da selecção principal.

Antes do intervalo, haveria ainda tempo para um lance caricato. Beto deixou passar pelo meio das mãos um remato fraco já no interior da área, Pepe, pressionado por um adversário, afastou quase sobre a linha de golo e o árbitro, Joseph Lamptey, chegou a apontar para o centro do terreno. Alertado pelo fiscal-de-linha, contudo, inverteu (e bem) a decisão inicial e não validou o golo.

No segundo tempo, Ruben Amorim entrou para o lugar de Ruben Micael e Bruno Alves rendeu Pepe. Mas pouco mudou. A selecção nacional continuou sem ideias, sem fio de jogo, com um futebol desgarrado e foi até o Gabão a assustar, aos 57’, com a bola a rondar a linha de golo.

No lance seguinte, contudo, seria Portugal a marcar. Nelson tabelou com Varela, entrou na área e transformou um remate falhado numa assistência para Hugo Almeida, acabado de entrar, encostar para o 2-1.

À semelhança do que acontecera no primeiro tempo, a vantagem durou pouco tempo. Oito minutos depois, Ricardo Costa interceptou com a mão um remate na área portuguesa e Pocko foi chamado a cobrar o penálti. Era o terceiro do jogo e também acabou no fundo das redes.

Até final, sucederam-se as substituições e o futebol, já pouco esclarecido, tornou-se ainda mais incaracterístico. Hélder Barbosa ainda teve oportunidade para se estrear, mas não conseguiu mais do que um remate frouxo e sem direcção.

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