Futebol

Sporting recupera três pontos ao Sp. Braga mas só respira no apito final

Golo de Wolfswinkel deu primeira vitória a Vercauteren. E Rui Patrício foi decisivo.

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Wolfswinkel marcou o único golo do jogo Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

Depois de uma derrota e de um empate, Franky Vercauteren estreou-se a ganhar (1-0) como treinador do Sporting, a brindar a melhor exibição dos lisboetas esta temporada. Os adeptos da casa festejaram ruidosamente o regresso às vitórias, nove jogos depois do último sucesso, e tudo começou logo aos 4’ nos pés de um jovem de 18 anos, chamado à equipa principal pelo treinador: Eric Dier, que com um grande cruzamento deu o golo a Wolfswinkel. Mesmo assim, os “leões” sofreram muito para garantir os três pontos frente ao Sp. Braga, valendo Rui Patrício, a barra e o árbitro para o desfecho final.

Numa grande partida de futebol em Alvalade, houve mérito dos “leões”, principalmente na primeira parte, para diminuírem para sete pontos a diferença na tabela face aos minhotos. Mas a vitória também teve traços milagreiros na segunda metade, especialmente nos instantes finais, quando uma defesa impossível de Rui Patrício e o seu poste direito impediram o golo do empate. Depois de um primeiro tempo apagado, os bracarenses souberam reagir e até marcaram um golo, anulado (sem motivo aparente) pelo árbitro Pedro Proença, aos 78’.

Para esta terceira experiência no comando técnico leonino, Vercauteren promoveu algumas mudanças. A começar pelo esquema táctico, que regressou ao 4-3-3, com o reforço do meio-campo que se impunha, face aos argumentos do adversário neste sector. Mas as novidades começaram logo no lado direito da defesa, com o júnior Eric Dedier, de 18 anos, a ser o escolhido para render Cédric, que ficou de fora a cumprir castigo. Um jovem central inglês que tem alinhado no Sporting B na posição lateral há cinco jogos consecutivos.

No meio-campo mantiveram-se Elias e Schaars, em relação ao jogo de quinta-feira com o Genk (1-1), para a Liga Europa, com o técnico belga a chamar ao “onze” Pranjic (recuperado de uma lesão que se julgou mais grave), no apoio a Wolfswinkel, sozinho no ataque. Reabilitado foi ainda Carrillo para o flanco direito.

No Sp. Braga, José Peseiro não deu descanso à equipa que defrontou, no Minho, o Manchester United (1-3), para a Liga dos Campeões, com excepção do médio defensivo Custódio e por estar a cumprir castigo. O líbio Djamal foi a opção.

Mas da equipa que defrontou o “gigante” inglês pouco se viu em Lisboa. Os holofotes centraram-se na exibição dos “leões”, durante a primeira metade, que foi do melhor a que se assistiu nos últimos meses. Para tal contribuiu o golo de Wolfswinkel, logo aos 4’, o primeiro do Sporting nos primeiros 45’ esta temporada em Alvalade.

Um golo que tranquilizou a equipa e galvanizou os jogadores da casa, mais seguros na posse de bola e agressivos no meio-campo, onde anularam Hugo Viana e Rúben Micael, os elementos habitualmente mais criativos dos minhotos.

Com isso beneficiaram os elementos mais avançados, que construíram suficientes situações de perigo para os lisboetas terem chegado ao intervalo a justificar uma vantagem mais confortável, não fossem os desperdícios de Wolfswinkel (28’) e Elias (36’) só com Beto pela frente.

Duas boas defesas em resposta a outras tantas de Rui Patrício, na baliza contrária. É que o dono das redes leoninas impediu, de forma espectacular, os dois únicos lances de perigo criados pelo adversário na primeira parte, protagonizados por Alan.

Foi ao som de aplausos das bancadas que o Sporting regressou para o reatamento, mas a vitória estava ainda longe da confirmação. O Sp. Braga respondeu finalmente à desvantagem e de forma categórica. Com uma atitude mais agressiva, subindo as suas linhas e aprimorando a circulação de bola, os minhotos encostaram a equipa da casa ao seu meio-campo. Os “leões” respondiam com perigo em contra-ataque, com os dois guarda-redes em bom plano.

Já com Hélder Barbosa (58’) e Mossoró (73’) em campo, a equipa de José Peseiro chegou mesmo à igualdade, mas o golo acabou por ser anulado por suposta falta atacante de Éder. Os instantes finais foram frenéticos, com maior infelicidade para os bracarenses. Alvalade sofreu muito, mas, no apito final, havia uma sensação geral de momento de viragem em relação ao terrível passado recente.

Ficha de jogo
Sporting, 1
Sp. Braga, 0

Jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa.
Assistência 24.954 espectadores.

Sporting Rui Patrício, Eric Dier, Xandão, Rojo, Insúa, Capel (Viola, 89'), Elias, Schaars, Pranjic (Gelson, 62'), Carrillo (Labyad, 78') e Wolfswinkel.
Treinador Franky Vercauteren.

Sporting Braga Beto, Leandro Salino (Hélder Barbosa, 58'), Douglão, Nuno André Coelho, Elderson (Zé Luís, 88'), Djamal (Mossoró, 73'), Hugo Viana, Alan, Rúben Micael, Rúben Amorim e Éder.
Treinador José Peseiro.

Árbitro Pedro Proença (AF de Lisboa).
Amarelos Leandro Salino (11'), Elias (27'), Elderson (29'), Nuno André Coelho (44'), Rojo (45'), Eric Dier (51'), Hugo Viana (51'), Gelson (82') e Rui Patrício (90+4').

Golo 1-0, Wolfswinkel, 4'.

Notícia actualizada às 23h17