Joana Maltez
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Joana Maltez

Movimentos no Facebook prometem não parar a luta depois do 15 de Setembro

Foram das maiores manifestações de sempre da democracia em Portugal. Depois do dia 15, vários movimentos no Facebook prometem não deixar calar a revolta

A data já ficou na história como o dia de uma das maiores manifestações de sempre em Portugal: um milhão de pessoas terá saído este sábado às ruas, para dizer não à Troika, ao Governo e às medidas de austeridade impostas.

Um dia depois, a pergunta que não quer calar ouve-se nas ruas e nas redes sociais, onde a manifestação “Que se lixe a Troika, queremos as nossas vidas” começou: e depois do 15 de Setembro? “Que tal construirmos algo verdadeiramente extraordinário? A mudança não se faz num dia e queremos participar realmente na construção dela.”

A ideia está escrita no movimento do Facebook “E depois de dia 15?”, criado pela página “Democracia Verdadeira, já”, que vai juntar-se já este Domingo, às 18 horas, na Praça do Rossio, em Lisboa, para construir grupos de trabalho e elaborar um conjunto de propostas concretas a serem apresentadas publicamente no dia 15 de Outubro, altura em que se vota o Orçamento do Estado.

A Islândia como exemplo

O objectivo, pode ler-se na página do movimento, é “marcar o início de uma verdadeira democracia participativa” em Portugal. Inspirados pelo exemplo da Islândia, os proponentes Inês Subtil, Isabel Oliveira e Rui Terroso Costa vão levar para o Rossio material para a projecção do documentário “Pots, Pans and Other Solutions”, que poderá servir de inspiração e dar “uma ideia de como levar este processo para a frente”.

Este movimento, que já conta com a adesão de mais de 400 pessoas, não é o único a questionar o que fazer depois da manifestação do dia 15 de Setembro. O movimento “Basta”, sob o lema “um grama de acção vale por uma tonelada de teoria”, promete unir-se em frente ao Palácio de Belém no dia 5 de Outubro, pelas 10 horas, para dizer ao Presidente da República, Cavaco Silva, que “este é o momento de salvar o povo português e Portugal das irresponsabilidades dos políticos”.

Organizado por um “grupo de socialistas de Coimbra”, o movimento, que tem três páginas diferentes abertas, já conta com a adesão de quase 700 pessoas.

Uma outra página, criada na passada quinta-feira, ganha também nova força depois das manifestações de ontem: “1 milhão de gostos para demitir o nosso primeiro-ministro Pedro Passos Coelho” é a ambição deste grupo, que já conta com a adesão de mais de 21 mil pessoas.

O movimento “Invasão da Assembleia da República” vai já a caminho das 2000 adesões e acredita que é possível uma nova revolução: “Em 1910 não havia telemóveis, internet nem Facebook e foi possível”, lê-se na página. Criado pela página “Dia de Mobilização Nacional” promete marcar presença na AR no dia 5 de Outubro.

 

Já na próxima sexta-feira, no dia de reunião do Conselho do Estado, vários manifestantes (já são mais de 1400 confirmados) prometem não arredar pé do Palácio de Belém para voltar a fazer ouvir o movimento “Que se lixe a Troika”.

 

Em Braga, prepara-se novo protesto "Que se lixe a Troika" para o próximo sábado, dia 22. Antes, na terça-feira, dia 18, às 18 horas, vão juntar-se junto à Avenida Central para organizar a continuidade do movimento.

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