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GTA V, uma polémica a caminho

A série Grand Theft Auto está no mercado dos videojogos desde 1997 mas nem a sua longevidade e comprovada qualidade evita problemas com diversas vertentes da sociedade

Quando um Grand Theft Auto (GTA) se prepara para chegar ao mercado – como é o caso do quinto capítulo desta série marcante a preparar-se para chegar, em princípio, no primeiro semestre de 2013 – não só os jogadores entram numa espécie de transe.

Curiosamente, quem não gosta de jogos também entra numa surpreendente agitação hormonal, desejosos que o videojogo mostre sangue e outras características que possam chocar famílias e provocar os mais diferenciados crimes. Os próprios psicólogos preparam as suas citações para mostrar o impacto prejudicial dos videojogos nas crianças.

Neste aspecto, o “vício” transforma-se em palavra de ordem e o título GTA é transformado no profeta da desgraça. Os responsáveis da Rockstar Games (produtora do título) já sabem o que os espera e a demência pela qual vão passar. Estes profissionais altamente respeitados e que já receberam inúmeros prémios pelo seu trabalho na série recebem processos judiciais e sofrem proibições no lançamento nos seus lançamentos (ou são obrigados a mudar o nome do jogo para que este seja publicado, como no caso de Bully, que mudou o seu nome para Canis Canem Edit).

É verdade que o próximo GTA não fugirá muito do que foi a série até ao momento: vai ser um jogo violento, igual a tantos outros, mas provavelmente muito mais realista e actual. Se estabelecermos uma comparação com a indústria cinematográfica, podemos falar de um filme chamado Scarface de Brian de Palma e Oliver Stone: brutalmente violento e não menos genial para a sua indústria, como se comprova pelos múltiplos prémios e nomeações recebidas.

Mas houve a consciência que a informação associada ao filme dizia “maiores de 18 anos” e com os videojogos deveria suceder o mesmo. Parece que os estigmas em relação a esta indústria são profundos e a violência é o mote para o ataque a algo que não é compreendido porque quem não entra neste universo, não o pode compreender e respeitar.