Futebol

FPF chumba alargamento da I Liga

A proposta previa o aumento do número de clubes da liga de 16 para 18
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A FPF é destacada pela positiva no relatório Foto: Pedro Cunha

A próxima edição da I Liga vai manter os actuais 16 clubes. A proposta de alargamento para 18 emblemas, com um play-off (a disputar entre os dois últimos da I Liga e os terceiro e quarto classificados da II Liga), não foi aceite pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que ontem reuniu a sua direcção.

À excepção de Mário Figueiredo, presidente da Liga de clubes, todos os restantes elementos votaram contra. Esta foi a segunda rejeição da FPF a uma proposta de alargamento, depois de uma primeira, que não previa despromoções esta época, ter sido vetada.

A FPF justificou a decisão com o "momento actual [crise financeira]" e a necessidade de manter "a integridade da competição". Nem mesmo os quatro milhões de euros a mais que seriam obtidos com esta medida convenceu a FPF. "Quando estão em causa questões como a integridade da competição, não há nenhum milhão que nos mova", justificou o vice-presidente federativo Hermínio Loureiro, adiantando, porém, que nada está definitivamente afastado para o futuro. "Não foi fechada nenhuma porta com o chumbo, antes pelo contrário. Vamos trabalhar para encontrar soluções", disse.

Já sobre a inclusão de seis equipas B na II Liga, alargando este campeonato para 22 equipas, Hermínio Loureiro revelou que a FPF acha "que estão reunidas todas as condições" para que a competição decorra sem problemas.

Estes argumentos não convencem muitos clubes que preferiam ver a FPF mais preocupada com os emblemas que não cumprem as suas obrigações e que, assim, "alteram a verdade desportiva". O presidente do Feirense, que viu cair por terra a única possibilidade de o clube permanecer entre os grandes, diz que tudo não passou de uma "perda de tempo" provocada por Fernando Gomes. "Já tinha a decisão tomada e podia ter evitado esta perda de tempo", acusa Rodrigo Nunes, desafiando o líder federativo a ter o mesmo tipo de atitude noutros aspectos. "Espero, agora, que a consciência de todos os membros esteja tranquila, que eles tenham contribuído para a credibilização e para a verdade desportiva", argumentou.

Notícia substituída às 7h42 de 16/05/2012:

Notícia da Lusa substituída por notícia própria

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