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Candeeiro DR
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Carteira da colecção Flowers to Me DR

Design: "flores-naperon" desabrocham em carteiras, t-shirts e candeeiros

O atelier português IVOMAIA [Designers] lançou a colecção “Flowers to Me”, inspirada nas flores de amendoeira e no "naperon" de croché português

Flores para mim, para ti e para todos. É esse o espírito da nova colecção, "Flowers to Me", desenhada por Ivo Maia e Liliana Reis, o casal que está por detrás do Gabinete de Design IVOMAIA [Designers]. Composta por uma mala, uma "t-shirt" e uma parte de iluminação que se desdobra em quatro peças, a “Flowers to Me” tem como inspiração a frescura das flores de amendoeira.

A “Flowers to Me” é formada por peças limitadas. A intenção não é o desenvolvimento de produtos a pensar em massas mas sim a procura intencional dos mesmos por se tratarem “muitas vezes de edições limitadas”. Os criadores desejam que quem adquira peças IVOMAIA [Designers] “se sinta de certa forma orgulhoso e vaidoso por as usar”.

O conceito parte de cá de dentro, de um Portugal que os inspira, desta vez com o famoso "naperon" de croché materializado em delicadas flores recortadas com aparente fragilidade. Aliás, é importante para os designers brindar “raízes, história e tradições”, mesmo que tenham uma visão distinta sobre elas. 

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T-shirt DR

“Isto é papel? Pode ir à água? Não rasga?”

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T-shirt DR

Não é uma colecção que toda a gente entenda, o design arrojado precisa de ser “desvendado por quem a vai conhecendo e se deixa seduzir pelas formas e elegância das peças”, como explicam os criativos ao P3. Quem olha para os objectos com aplicações de finas flores ou para as bolsas com um material pouco comum, sente-se esmagado por questões como “Isto é papel? Pode ir à água? Não rasga?”. Esse atrevimento no uso de materiais é, para eles, uma das características interessantes inerentes às colecções que têm vindo a criar.

O objectivo é sempre o de “surpreender e provocar o público”. Entre outros, já serviram de matéria-prima alcatifas industriais, borrachas ou PVC. No caso concreto, referem que a colecção deu “imenso prazer a desenvolver pela combinação de materiais inesperados e experimentalismos desses mesmos materiais em produtos tão diferentes uns dos outros como uma mala, um candeeiro, uma t-shirt ou um alfinete”.  O próximo desafio é adaptar a colecção às peças de mobiliário

Sediados em Santa Maria da Feira, dizem nunca ter sentido que estar longe de Lisboa e do Porto fosse um problema. Reconhecem que isso “facilitaria" a descoberta da IVOMAIA [DESIGNERS] enquanto atelier e galeria de design mas que a proximidade do Porto e de Aveiro é benéfica. Estudaram em Viana do Castelo e após terminarem os cursos ligados à área, sentiram que “existia uma vontade imensa” de criar o seu “próprio atelier” onde pudessem dedicar-se a “100% a fazer o que gostam”.

Foi assim que em 2003 criaram um espaço em que podiam ser criativos sem amarras ou “qualquer tipo de discriminação” e que permite passeios por áreas tão distintas como a “joalharia de autor, o design de moda, de objectos, de iluminação ou de interiores”. Enquanto exploram o mercado português, sonham com o sueco que, adiantam, “já está em vista”.

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