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Keita desmente Bartolomeu: “Não roubei nada, ele é que me deve cinco meses de salários”

A União de Leiria entrou em campo contra o Feirense com apenas oito jogadores
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A União de Leiria entrou em campo contra o Feirense com apenas oito jogadores Foto: Francisco Leong/AFP

O futebolista maliano Keita, da União de Leiria, desmentiu o presidente da SAD do clube, que o acusou de ter fugido com uma mala que continha seis mil euros.

“Toda a gente o conhece [a João Bartolomeu] e sabe como mente. Ele é doente. Juro pela saúde da minha mãe que não roubei o dinheiro do clube, não levei qualquer mala, até fui sem a carteira, só levava o telemóvel... acho que nem bolsos tinha nas calças”, afirmou o futebolista maliano, em declarações ao portal “Maisfutebol”.

Keita foi um dos jogadores que rescindiu o contrato com a União de Leiria por causa dos salários em atraso. O maliano foi um dos nove jogadores incluídos pela equipa leiriense na ficha de jogo contra o Feirense (que terminou com uma derrota por 0-4), mas acabou por não entrar em campo, onde estiveram somente oito futebolistas da União, incluindo dois juniores.

No final da partida, o presidente demissionário da SAD da União de Leiria, João Bartolomeu, acusou Keita de ter fugido com dinheiro: “O senhor Keita apoderou-se de uma pasta com seis mil euros e fugiu”, disse. “Estavam seis mil euros numa pasta e ele fugiu. Equipado, equipado. Tinha um gajo à espera no carro”, acrescentou o dirigente, afirmando que esse dinheiro serviria para pagar “despesas inerentes ao jogo”.

“Não roubei nada, ele é que me deve cinco meses de salários”

Mas Keita conta uma história diferente: “Não vi o presidente, nem falei com ele. Entrei e saí sozinho, sem quaisquer sacos, absolutamente nada, e tinha apenas a minha mulher à espera. Alguém me viu com o dinheiro? Não roubei nada, ele é que me deve cinco meses de salários. Fui à civil e nunca cheguei a equipar-me. Nem toquei na roupa da U. Leiria”, sublinhou.


“Fui lá [ao estádio] para falar unicamente com os treinadores, Dominguez e Oceano. Para lhes explicar por que razão não podia jogar. Falei com os presidentes da Liga e do Sindicato de Jogadores, que me alertaram para as consequências caso jogasse depois de ter rescindido. Se o Ogu e o Alhafith decidiram jogar, é problema deles”, prosseguiu Keita.

“Desde que cheguei, em Janeiro, não vi um centavo. Não me pagaram nada. Já fui ameaçado de despejo pelo meu senhorio. A minha mulher é que tem pago a renda e tem sido o nosso sustento em geral. Estou sem visto, sem documentos. Como é que foi possível chegar a uma situação destas? Este presidente está a dar cabo do futebol português”, concluiu o futebolista maliano.

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