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Rick Santorum @kujfest
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Republicanos: eles também "instagramam" as primárias

As primárias republicanas nos EUA, até à 'Super Terça-Feira' de hoje, que escrutina dez Estados, têm sido acompanhadas regularmente no ciberespaço pelos apoiantes e detractores dos candidatos. Porque a campanha também se faz no Instagram

Apesar do conservadorismo mais ou menos fervoroso de quem vai enfrentar Obama, o espaço maldito de liberdade e utopia tão criticado por alguns dos candidatos, a Internet, sempre vai servindo para registar momentos efémeros ou para veicular a palavra de quem quer, acima de tudo, votos.


No Instagram, a popularizada rede de partilha de fotografias que funciona em iPhones, a presença de registos de campanha de cada candidato é significativa. Um espaço público onde são disseminadas imagens (nem sempre abonatórias) relacionadas com cada um dos republicanos que se candidatam a futuro representante do partido do elefante, e onde muitos vêem uma excelente oportunidade para captar a simpatia dos americanos.


A Apple, o iPhone, o Instagram e as aplicações a ele associadas representam globalmente tudo aquilo que o discurso da maioria dos políticos republicanos renega: um espaço onde impera a espontaneidade, a instantaneidade, a ubiquidade ou o exercício da cidadania e da democracia. Pelo contrário, o discurso dos republicanos mais radicais promove valores sobre verdades absolutas: homofobia, xenofobia ou controlo do pensamento e das opções religiosas, por exemplo.

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Newt Gingrich @sammyhearn


O paradoxo é evidente quando percorremos os 'instantâneos' com a etiqueta ('tag') de cada um dos candidatos: o libertário Ron Paul com 2093 fotos; Mitt Romney, o candidato dado como futuro vencedor das primárias, com 271; o conservador Rick Santorum com 208; o ultra-conservador texano Rick Perry (que se afastou da corrida em favor de Gingrich) com 161; ou até Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara de Representantes, com 107 fotos.


A consulta foi feita utilizando as etiquetas mais visitadas (por exemplo: #romney) no dia 3 de Março, a poucos dias da 'Super-Tuesday', e as fotos carregadas via Instagram revelam ao mundo o olhar de centenas de apoiantes republicanos a 'dar a mão' ao seu candidato preferido. É certo que, pelo meio, existe um pouco de tudo: fotos que usam a etiqueta com o nome de um candidato para o criticar ou ridicularizar, ou mesmo fotos de órgão de comunicação que também usam o Instagram e as mesmas "tags" para cobrir a campanha, como o "The New York Times" ou o "USA Today".


O que não resulta claro nesta recolha é se o iPhone/Instagram foi considerado veículo privilegiado para a comunicação política da máquina partidária. Aparentemente tal não sucedeu (ainda), uma vez que a diversidade da autoria das fotografias e os nomes utilizados parecem associá-las a cidadãos dispersos.


Ainda assim registamos: em Março de 2012, as primárias republicanas também foram "instagramadas", doa a quem doer, de todos e para todos.