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Sá Pinto estreia-se com vitória em Alvalade mas sem deslumbrar

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Foto: Miguel Riopa/AFP

Não foi a exibição que Sá Pinto mais desejaria para a sua estreia como treinador em Alvalade, mas rendeu uma vitória, por 1-0 (num autogolo), e três pontos para a Liga. Com menos de uma semana de trabalho, não será exigível mais ao ex-técnico dos juniores. O Paços foi um honroso adversário e esteve muito perto de surpreender, mas viu serem-lhe perdoadas duas grandes penalidades.

Com Elias a acompanhar Rinaudo e Schaars, Sá Pinto reeditou o meio-campo que mais frutos rendeu ao seu antecessor, no melhor período da equipa esta temporada. Mas esta tripla demorou algum tempo a reencontrar-se. E com ela a equipa.

Muito bem organizado defensivamente, o Paços conseguiu controlar o “leão” em grande parte do primeiro tempo. Foram mesmo os nortenhos a criar a primeira grande oportunidade do encontro, quando Filipe Anunciação isolou Michel, com o avançado a falhar escandalosamente e a atirar ao lado.

Nada que acordasse a equipa da casa, apostada na circulação de bola mais em largura do que em profundidade, com pouca mobilidade e incapacidade de ultrapassar as últimas linhas pacenses. Mesmo assim, os lisboetas podem queixar-se de um penálti não assinalado aos 24’, quando o central Ozeia empurrou Wolfswinkel na área.

Logo depois, uma lesão de Onyewu obrigou Sá Pinto à primeira alteração, fazendo entrar Carriço (haveria de apostar nas mesmas substituições feitas na Polónia, fazendo entrar também Pereirinha e André Santos, no segundo tempo). Aos 36’, na sequência de um livre batido para o coração da área, Cássio defendeu para a frente com a bola a embater em Ricardo, entrando na própria baliza.

A desvantagem não desanimou o Paços, que voltou para o segundo tempo a acreditar no empate e a pressionar o Sporting. Os visitantes voltaram a ser os primeiros a criar perigo, com Manuel José a obrigar Rui Patrício a aplicar-se, aos 54’.

Mas seria Wolfswinkel a falhar a mais flagrante oportunidade do segundo tempo, ao permitir a Cássio a defesa de uma grande penalidade (suposta mão de Ricardo), aos 71’. Um desperdício que poderia ter saído caro, se Patrício não tivesse evitado, duas vezes seguidas, o golo do empate. Já na recta final, João Pereira foi rasteirado em cima da linha da grande área, mas o árbitro limitou-se a assinalar livre.

Notícia actualizada às 22h38