Incidentes no Egipto

"É um dia negro para o futebol", diz presidente da FIFA

Os jogadores não escaparam aos incidentes em Port Said
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Os jogadores não escaparam aos incidentes em Port Said Reuters

O presidente da FIFA, Joseph Blatter qualificou os acontecimentos do Egipto, que resultaram na morte de, pelo menos, 73 pessoas, como “um dia negro para o futebol” que nunca deveria ter acontecido.

"Estou muito chocado e triste por saber que um grande número de adeptos morreu ou ficou ferido. É um dia negro para o futebol. Uma situação tão catastrófica é inimaginável e nunca deveria ter acontecido”, referiu Blatter em comunicado.

O presidente da FIFA deixou uma palavra às famílias das vítimas, endereçando-lhes as condolências por parte da instituição que gere o futebol mundial.

Entretanto, a Federação Egípcia de Futebol decidiu suspender indefinidamente o campeonato da primeira divisão, estando já em curso uma investigação aos acontecimentos que causaram, pelo menos, 73 pessoas e feriram centenas mais, depois do jogo de futebol entre o Al-Ahly, treinado pelo português Manuel José, e o Al-Masry.

Os confrontos começaram mal o árbitro deu por terminado o jogo em que o Al-Masry impôs a primeira derrota da temporada ao Al-Ahly (3-1), na 17.ª jornada do campeonato egípcio, com os adeptos a atirarem pedras, tochas e garrafas, tendo inclusive ferido alguns jogadores.

O delegado de saúde de Port Said, Helmy Ali al Atny, explicou à EFE que a maioria das mortes resultou de fracturas no rosto e hemorragias internas, mas que também houve um grande número de feridos devido à queda de grades de protecção do estádio de Port-Said.

Helmy Ali al Atny fixou o número de feridos em 136, um número bastante inferior ao apontado pela AP, que refere a existência de mil feridos.

Os jogadores do Al-Ahly foram conduzidos ao balneário, depois de serem perseguidos pelos seguidores do Al-Masry, explicou a EFE, que relata pequenas invasões de campo a cada golo da equipa local.

Aquele que é um dos piores incidentes desportivos nas últimas décadas no Egipto estendeu-se já ao estádio do Cairo, onde se disputava o jogo entre o Al-Ismailiya e o Zamalek, com parte das bancadas a ser incendiada.

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