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A Bola de Ouro FIFA 2011 vai para...

Lionel Messi é o grande favorito a vencer o prémio
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Lionel Messi é o grande favorito a vencer o prémio Albert Gea/Reuters

Os resultados da votação dos treinadores e capitães das selecções e de vários jornalistas são conhecidos hoje: Ronaldo e Mourinho estão nos finalistas, mas os homens do Barcelona são favoritos.

Melhor jogadorCristiano Ronaldo

(Real Madrid/Portugal)


Campeonato 43 golos e 14 assistências em 34 jogos


Taça do Rei 4 golos em 6 jogos


Supertaça de Espanha 1 golo em 2 jogos


Liga dos Campeões 5 golos e 5 assistências em 10 jogos


Portugal 7 golos e 2 assistências em 8 jogos


Total: 60 golos e 21 assistências em 60 jogos


Vencedor em 2008, ainda como atleta do Manchester United, Cristiano Ronaldo garantiu o regresso aos três finalistas da Bola de Ouro, depois de ter ficado de fora do pódio em 2010, mas será uma grande surpresa se conseguir ganhar, uma vez que os dois homens do Barcelona, especialmente Lionel Messi, são favoritos. Ganhou o prémio de melhor marcador da Liga espanhola e a Bota de Ouro europeia, mas conquistou mais recordes individuais do que títulos colectivos, quase todos perdidos para o Barça. A Taça do Rei foi o único troféu que arrecadou - o golo decisivo, que derrotou o rival catalão, foi seu.

Lionel Messi

(Barcelona/Argentina)


Campeonato 31 golos e 18 assistências em 35 jogos


Taça do Rei 6 golos e 2 assistências em 5 jogos


Supertaça de Espanha 3 golos e 2 assistências em 2 jogos


Liga dos Campeões 12 golos e 7 assistências em 12 jogos


Supertaça Europeia 1 golo e 1 assistência num jogo


Mundial de Clubes 2 golos e 1 assistência em 2 jogos


Argentina 4 golos e 6 assistências em 13 jogos


Total: 59 golos e 37 assistências em 70 jogos


É o grande candidato a suceder a si próprio e pode igualar o feito de Michel Platini, o único que até hoje ganhou a Bola de Ouro três vezes seguidas (1983, 1984 e 1985) - os holandeses Johan Cruyff e Marco van Basten são os outros dois que também foram distinguidos em três ocasiões. A final da Liga dos Campeões, na qual fez a assistência para o primeiro golo e marcou o segundo, é um bom resumo do seu ano. Ganhou ainda o campeonato espanhol, a Supertaça de Espanha, a Supertaça Europeia (frente ao FC Porto, também com um golo seu), o Mundial de Clubes e marcou seis golos em sete duelos com o Real Madrid. A selecção argentina foi novamente o seu calcanhar de Aquiles, pois não passou dos quartos-de-final da Copa América.

Xavi

(Barcelona/Espanha)


Campeonato 5 golos e 10 assistências em 32 jogos


Taça do Rei 1 golo e 4 assistências em 7 jogos


Supertaça de Espanha 2 jogos


Liga dos Campeões 3 golos e 3 assistências em 11 jogos


Supertaça Europeia 1 jogo


Mundial de Clubes 1 golo e 1 assistência num jogo


Espanha 2 golos e 3 assistências em 9 jogos


Total: 12 golos e 21 assistências em 63 jogos


Pela posição que ocupa, não pode marcar os mesmos golos que os outros dois finalistas, mas continua a ser o maestro da afinada orquestra do Barça. Terceiro na votação nos dois anos anteriores, o espanhol mostrou a mesma qualidade e influência em 2011, durante o qual ganhou os mesmos títulos de Messi. Durante a final da Liga dos Campeões, contra o Manchester United, que a sua equipa venceu por 3-1, Xavi acertou 141 dos 148 passes que fez.

Melhor jogadoraMarta

(Western New York Flash/Brasil)


Marta só tem 25 anos, o que não a impede de ter sido eleita a melhor futebolista do mundo nas últimas cinco edições. 2011 foi outro grande ano para a brasileira, que ajudou o Western New York Flash a sagrar-se campeão dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que conseguiu o terceiro título consecutivo de melhor marcadora da prova. Contudo, no Campeonato do Mundo, competição que deverá pesar muito na atribuição da Bola de Ouro, o Brasil caiu nos quartos-de-final. Juntamente com a alemã Birgit Prinz, é a recordista de golos em Mundiais (14).


Homare Sawa

(INAC Kobe Leonessa/Japão)


A primeira presença de Sawa num Mundial aconteceu em 1995. Dezasseis anos depois, a capitã da selecção do Japão foi a grande protagonista da prova. Melhor jogadora e marcadora do Mundial da Alemanha, a média marcou, a três minutos do fim do prolongamento na final, o golo que permitiu ao Japão chegar ao desempate por grandes penalidades, no qual acabou por ser mais eficaz do que os EUA. Foi o primeiro título mundial da nação asiática. Sawa, agora com 33 anos, estreou-se na selecção principal japonesa com 15.

Abby Wambach

(magicJack/Estados Unidos)


A atleta do ano para a Associated Press (prémio limitado a cidadãos americanos) marcou de cabeça todos os seus quatro golos no Mundial. O segundo deles, contra o Brasil, nos quartos-de-final, já nos descontos da segunda parte do prolongamento e quando a sua selecção perdia por 2-1, foi um dos momentos desportivos mais emocionantes do ano. É a melhor marcadora de sempre dos EUA em Campeonatos do Mundo, com um total de 13 golos.

Melhor treinadorAlex Ferguson

(Manchester United)


Campeonato 27V/6E/6D


Taça de Inglaterra 4V/0E/1D


Taça da Liga 2V/0E/1D


Supertaça de Inglaterra 1V/0E/0D


Liga dos Campeões 7V/4E/2D


Total: 41 vitórias (67,2%), 10 empates (16,4%) e 10 derrotas (16,4 %) em 61 jogos


O ano acabou mal para o Manchester United, que não conseguiu ultrapassar a fase de grupos da Liga dos Campeões e foi eliminado da Taça da Liga, mas 2011 foi mais um período positivo. Alex Ferguson comandou o United a mais uma vitória na Premier League, que permitiu a ultrapassagem do Liverpool no número de campeonatos conquistados, um dado histórico. Doze dos 19 títulos conquistados pelo red devils aconteceram com Ferguson no banco. Quando o escocês chegou a Old Trafford, o clube tinha sete títulos e o Liverpool 16. Agora, o United tem mais 12 e os reds apenas mais dois. O United chegou ainda à final da Liga dos Campeões, acabando por ser batido pelo Barcelona, e venceu a Supertaça inglesa contra o rival Manchester City.

Pep Guardiola

(Barcelona)


Campeonato 27V/9E/2D


Taça do Rei 5V/1E/2D


Supertaça de Espanha 1V/1E/0D


Liga dos Campeões 10V/2E/1D


Supertaça Europeia 1V/0E/0D


Mundial de Clubes 2V/0E/0D


Total: 46 vitórias (71,9%), 13 empates (20,3%) e 5 derrotas (7,8 %) em 64 jogos


Só um (a Taça do Rei) dos seis títulos que o Barcelona disputou em 2011 lhe escaparam. Campeão espanhol, europeu e mundial, e vencedor de quase todos os duelos com o Real Madrid e José Mourinho, Pep Guardiola, que saltou da equipa B para a equipa principal dos blaugrana em 2008, é o favorito natural a receber a Bola de Ouro para o melhor treinador. Com apenas cinco derrotas sofridas em todo o ano de 2011, o Barcelona esteve muito perto de repetir o pleno conseguido em 2009.

José Mourinho

(Real Madrid)


Campeonato 29V/4E/5D


Taça do Rei 7V/0E/1D


Supertaça de Espanha 0V/1E/1D Liga dos Campeões 9V/2E/1D


Total: 45 vitórias (75%), 7 empates (11,6%) e 8 derrotas (13,4 %) em 60 jogos


O Real Madrid ganhou 75 por cento dos jogos realizados em 2011, acabou com um jejum de 18 anos na Taça do Rei, competiu até ao fim com o Barcelona pela conquista do campeonato espanhol e foi semifinalista da Liga dos Campeões, mas José Mourinho e a sua equipa, ainda assim, não conseguiram destronar os blaugrana do topo do futebol espanhol e mundial. Por isso, e apesar de ter dobrado o ano na liderança da Liga espanhola, o técnico português não irá repetir a distinção individual conseguida em 2010. Manuel Assunção

* Dados estatísticos divulgados pela revista France Football, um dos organizadores da Bola de Ouro FIFA