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Um dos postais do noc noc Catarina Oliveira/ Luís Gonçalves
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Desfigura

Batam à porta “noc noc”

Pretextos há muitos: 40 espaços semeados pelo mapa de Guimarães e 150 projectos de 300 artistas

O pretexto para espreitar o Guimarães noc noc podia ser uma das peças “Brincos de Princesa”, de Sofia de Medeiros, a instalação fotográfica “... dia de noite”, por Silvestre Zamith, ou um simples “Pé de Mosca”.

Podíamos dizer “vamos lá” por causa do título “Mélangeurs Melaxante”, da responsabilidade de Zola Ivitch, da instalação “A(s) Caixa(s)”, executada por 20 alunos do 12.º ano, ou da performance “Kaya”, por Isabel Salgado. Mas não precisamos de grandes desculpas.

Preferimos dizer a verdade. Nos dias 1 e 2 de Outubro vamos a Guimarães porque temos um mapa enorme e criativo para explorar. Vamos a Guimarães porque sim – porque provavelmente vale a pena circular pelos 41 pontos do mapa, um autêntico campo minado por todas as formas de expressão artística e mais algumas.

Guimarães noc noc é um projecto informal e que vive de alguma espontaneidade. Apresenta-se em minúsculas e procura colocar uma série de artistas no mapa de uma cidade, que se prepara para arrastar a cultura para perto de si. Basta dizer que as inscrições foram abertas a todos – sim, a todos. Ou que o fim-de-semana se espalha por associações culturais, ateliês pessoais, espaços comerciais, casas particulares e até ruas.

Ao todo, mais de 300 artistas quiseram fazer parte desta 1ª edição, num total de 40 espaços e 150 projectos – a organização disponibiliza um mapa/roteiro em pdf. Ainda antes da festa, o “noc noc” congratula-se pela inclusão das suas actividades na programação da Capital Europeia da Cultura.

A abertura de portas, “literalmente”, assegura a organização, acontecerá dia 1 de outubro às 14h. O evento despede-se no dia 2, domingo, pelas 19h. Promete deixar marcas.

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