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A arte israelita está carregada de símbolos Alípio Padilha
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Teatro Praga

Israel, "mon amour", monstro do meu coração

É o mais desassombrado texto, e a mais vivida encenação a solo de Pedro Zegre Penim. Não podia ser de outra forma: pessoal, íntimo e político, porque Israel é tudo isso

Se Israel fosse um prédio destruído, dar um pontapé a uma das pedras era só isso, mais um murro no nosso saco de boxe favorito.

Israel é um território mas é também a ideia de um território. Um país que é, ao mesmo tempo, a ideia de um país. Um corpo que é, ao mesmo tempo, a ideia de um corpo. E um espectáculo que é, ao mesmo tempo, a mais aproximada hipótese de reflexão sobre a arte israelita sem o ser - mas a desejar profundamente abrir os olhos e ser visto como tal.

"Toda a arte israelita está carregada de símbolos. Uma mesa com um copo de água em cima representa qualquer coisa de muito forte", diz-nos Pedro Penim, do colectivo Teatro Praga e co-autor com a artista plástica Catarina Campino de Israel, a peça que hoje (dia 22) estreia no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

"Desde o início que percebemos que a arte produzida considerava que o assunto era problemático porque todas as decisões eram passíveis de serem lidas como a análise documental da situação, ideia que rejeitávamos", explica.

"Era muito importante que fosse um espectáculo", continua, "porque a tentativa de tomar uma posição em relação àquele país, àquela ideia de país, e àquele conflito é redutora. É sempre redutora. Não fazemos espectáculos que compitam com a denúncia de verdade ou a noção de viagem."

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