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Liga de Clubes agrava punições para interrupções de jogos

“No caso dos clubes com grandes massas adeptas, a única forma de penalizar é impedir os adeptos de ver o jogo, à porta fechada”
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“No caso dos clubes com grandes massas adeptas, a única forma de penalizar é impedir os adeptos de ver o jogo, à porta fechada” Reuters
“No caso dos clubes com grandes massas adeptas, a única forma de penalizar é impedir os adeptos de ver o jogo, à porta fechada”
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“No caso dos clubes com grandes massas adeptas, a única forma de penalizar é impedir os adeptos de ver o jogo, à porta fechada” Reuters

Os clubes aprovaram um conjunto de alterações regulamentares, entre as quais se destaca a penalização entre um a três jogos à porta fechada para aqueles cujos adeptos provoquem interrupções de jogo superiores a cinco minutos.

“O objectivo é passar uma mensagem de responsabilidade e serenidade para todos os adeptos que gostam de ir aos estádios. Um clube cujo adepto ou simpatizante tenha provocado - com objectos passíveis de lesão com gravidade nos intervenientes no jogo -- a interrupção do desafio por mais de cinco minutos são punidos de imediato com um a três jogos à porta fechada”, esclareceu Fernando Gomes.

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) considera que os jogos à porta fechada punem mais o infractor do que a interdição do recinto: “No caso dos clubes com grandes massas adeptas, a única forma de penalizar é impedir os adeptos de ver o jogo, à porta fechada”.

“Que a medida seja suficientemente dissuasora e que cada adepto pense antes de um dia ousar provocar actos desta natureza”, reforçou, após a reunião que contou com 22 dos 32 clubes das competições profissionais.

As regras, “alteradas sempre por larga maioria e, em muitos casos, por unanimidade”, também vão “penalizar fortemente declarações sobre as equipas de arbitragem desde a sua nomeação até à hora do jogo”, com um agravamento da pena “cinco vezes superior”.

“Os clubes mostraram que querem defender a indústria do futebol profissional. Isso deve ser entendido como maior responsabilidade para a arbitragem, que desejamos cada vez mais competente. Não pretendemos o silêncio de ninguém, mas defender a imagem do produto futebol”, esclareceu Fernando Gomes.

A clareza de processos também vai aumentar com a separação das fases de inquérito e disciplinar, procurando-se “maior competência e celeridade processual, com cada vez maior transparência”.

“Queremos saber quem faz o quê num processo disciplinar. Que haja separação entre os dois momentos. Para não haver sobreposição com as mesmas pessoas na fase de inquérito e decisão”, explicou.

Na época 2011/12 vai ser testado um sistema de avaliação misto dos árbitros, com recurso aos meios audiovisuais: o objectivo é fazer desta experiencia a base do processo que se deseja definitivo na temporada seguinte.

A LPFP vai providenciar para que haja em todos os jogos “uniformidade de procedimentos de gravação, para não distorcer a avaliação”.

Os clubes decidiram igualmente segmentar os estádios para que na época 2012/13 haja a possibilidade de definir valores máximos e mínimos para os bilhetes, “de acordo com as características específicas de cada estádio”.

Fernando Gomes cumpriu já o primeiro ano de mandato, mas deixa avaliação do seu desempenho para os clubes: ainda assim, garante que há uma maior “interacção” entre as partes.

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