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Transferência de Júlio César do Restelo para a Luz investigada pela PJ

O guarda-redes brasileiro Júlio César trocou o Belenenses pelo Benfica em 2009
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O guarda-redes brasileiro Júlio César trocou o Belenenses pelo Benfica em 2009 Foto: Nuno Ferreira Santos (arquivo)

A Polícia Judiciária (PJ) realizou na quarta-feira buscas nas instalações da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Benfica, no Estádio da Luz, solicitando diversa documentação sobre a transferência do guarda-redes Júlio César.

Segundo o Jornal de Notícias (JN) desta quinta-feira, as buscas da PJ, que foram efectuadas ontem, terão visado os negócios do espanhol Roberto Jiménez e do brasileiro Júlio César. A SAD do Benfica confirma as diligências, mas apenas em relação ao guarda-redes brasileiro.

Neste caso, a PJ está a investigar crimes de branqueamento de capitais, de fraude fiscal e de burla, avança, por seu lado, o Correio da Manhã (CM) na sua edição de hoje, acrescentando que o processo está no Departamento de Investigação e Acção Penal, liderado por Maria José Morgado, e envolverá outros futebolistas.

De acordo com ambos os diários, nesta investigação está também envolvido o agente FIFA Jorge Mendes. O JN escreve que “o empresário não representa nenhum dos jogadores em causa, mas teve um papel determinante enquanto intermediário do negócio entre o Atlético de Madrid e o Benfica, para a contratação de Roberto” - custou aos encarnados mais de oito milhões de euros.

Benfica diz que só esclareceu transferência de Júlio César

A SAD do Benfica já reagiu às notícias, num comunicado em que fala de “sensacionalismo” e “especulação” a propósito das notícias avançadas por JN e CM. “A Benfica Futebol SAD vem esclarecer que durante o dia de ontem, uma equipa da Polícia Judiciária esteve no Estádio da Luz solicitando diversa documentação sobre a transferência do atleta Júlio César, nomeadamente sobre os comprovativos de liquidação da mesma ao C.F Os Belenenses SAD, sendo que, ficou claro que o alvo da investigação está a montante do Benfica. Estes são os factos, tudo o que vai para além disto é ficção e a Polícia Judiciária, se assim o entender, poderá confirmá-lo”, pode ler-se no comunicado dos “encarnados”.

“Da parte da Benfica Futebol SAD foi prestada toda a colaboração e fornecidos todos os documentos solicitados. Colaborar com uma instituição judiciária é um acto normal, pelo menos é assim que a Benfica Futebol SAD o encara, dada a transparência dos processos e a idoneidade das pessoas que neles intervêm”, acrescenta a reacção do Benfica, que termina ameaçando com processos judiciais “todos aqueles que de forma grosseira ultrapassaram os limites que o dever de informar impõe”.

Notícia actualizada às 09h28