Hora do Planeta: 81 municípios portugueses já aderiram ao "apagão" mundial

O Mosteiro dos Jerónimos é um dos que se irá apagar
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O Mosteiro dos Jerónimos é um dos que se irá apagar Adriano Miranda

A Hora do Planeta, iniciativa a apelar que todo o mundo desligue a electricidade durante 60 minutos este sábado contra o aquecimento global, já tem a adesão de 81 municípios portugueses, vários monumentos e empresas, disse uma responsável da WWF.

O objectivo da Hora do Planeta, que se repete este ano entre as 20h30 e as 21h30 deste sábado, é levar as pessoas a desligarem as luzes, assinalando o seu compromisso com o planeta, partilharem histórias e acções que beneficiem a Terra, através da internet, e adoptarem comportamentos diários sustentáveis, como explica a WWF, a associação ambientalista promotora da iniciativa.

Ângela Morgado, daquela organização, referiu à agência Lusa que a última contabilização "já ia nos 81 municípios aderentes em Portugal, a maior parte cidades, ou seja, quase um terço das autarquias.

"Temos um recorde de adesões e estamos satisfeitos", salientou Ângela Morgado que, ainda assim, espera que nas últimas horas antes do "apagão" haja mais câmaras a aderir e que se atinja os 90 municípios.

Embora seja difícil fazer uma previsão, com um terço de municípios, a porta-voz da WWF em Portugal estima que entre um a dois milhões de pessoas desliguem as luzes no sábado em Portugal. O número poderá chegar às centenas de milhões em todo o mundo.

Quanto aos monumentos que se espera que fiquem às escuras na Hora do Planeta "são basicamente em Lisboa os mais emblemáticos", como o Mosteiro dos Jerónimos, Ponte 25 de Abril, Cristo Rei (Almada), Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos ou Castelo de S. Jorge.

As novidades este ano são "as duas estações [ferroviárias], de Santa Apolónia e do Rossio, o Teatro D. Maria II e o Aqueduto das Águas Livres", avançou Ângela Morgado, acrescentando alguns monumentos simbólicos fora da capital, como a Sé de Évora ou a Sé de Faro.

A iniciativa conta ainda com a adesão de empresas e outras entidades, como a Escola de Saúde Pública de Coimbra, que divulgam a Hora do Planeta, além de prometerem desligar as luzes ou reduzir e adaptar a intensidade da electricidade naquele momento.

Por outro lado, a Reitoria da Universidade de Lisboa recebe, no sábado à noite, um espectáculo dos "pequenos violinos da metropolitana", um "concerto de solidariedade pela Hora do Planeta".

Apesar de Ângela Morgado ter dito que a Hora do Planeta não recebeu qualquer apoio da parte do Governo português, o secretário de Estado do Ambiente salientou à agência Lusa a sua importância e referiu: "Estamos muito de alma e coração com a iniciativa".

É um evento que "apoiamos de há muito, é sobretudo simbólico, mas de um simbolismo muito importante porque chama a atenção de como é na energia, no seu consumo e na sua origem, limpa e renovável, que se joga uma boa parte do futuro do planeta", defendeu.

A nível internacional, são 133 países e territórios aderentes, quatro mil cidades e centenas de ícones emblemáticos e paisagens, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o edifício mais alto do mundo, o Palácio Real na Tailândia, a Torre Eiffel ou a Ópera de Sidney.

"Temos alguns líderes políticos que declaradamente apoiam a Hora do Planeta, como o secretário-geral da ONU, o primeiro-ministro britânico ou a primeira-ministra da Austrália", disse Ângela Morgado.