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Paços de Ferreira vai à final da Taça da Liga

Pizzi marcou dois golos no emocionante triunfo do Paços
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Pizzi marcou dois golos no emocionante triunfo do Paços Rafael Marchante/Reuters (arquivo)

Quem diria que numa eliminatória com um Benfica-Sporting, o melhor espectáculo seria um Nacional-Paços de Ferreira no dia seguinte? Depois da vitória milagrosa no último dos “encarnados” na Luz, o Paços garantiu nesta quinta-feira um lugar na final da Taça da Liga, ao derrotar na Choupana a formação madeirense por 4-3.

Os homens de Rui Vitória, que ainda não perderam em 2011, nunca estiveram em desvantagem mas enfrentaram por duas vezes a recuperação do Nacional e só se conseguiram afastar no marcador durante a segunda parte para se estrearem na final da competição, que se realiza a 23 de Abril, no Estádio Municipal de Coimbra.

Foi um jogo de parada e resposta aquele a que se assistiu na Choupana. Maykon colocou o Paços na frente aos 26’, com um remate que bateu ainda em Felipe Lopes e enganou o guarda-redes Bracalli. Menos de dez minutos depois, Diego Barcellos nivelava o marcador, com um potente remate de fora da área, após um mau alívio da defesa visitante.

Com Cássio a brilhar na baliza, o Paços voltou a colocar-se em vantagem aos 41’, por intermédio de Pizzi, mas o Nacional repôs a igualdade por Luís Alberto aos 44’. Os golos não demoraram muito tempo a aparecer na segunda parte. Aos 53’, Rondón aproveita uma primeira defesa defeituosa de Bracalli para fazer o 3-2 e, aos 57’, Pizzi fazia o seu segundo golo no jogo (4-2), após passe do avançado venezuelano.

O Paços parecia ter ganho uma vantagem tranquila no jogo, com os dois golos de diferença, mas a emoção no jogo continuou. Aos 87’, falta na área do Paços, penálti assinalado e Thiago Gentil reduzia a desvantagem da formação de Jokanovic para 4-3. O Nacional manteve-se pressionante, não mais saiu do meio-campo da equipa nortenha, que, aos 88’, ficou a jogar com menos um, por expulsão de Maykon. Nos últimos minutos, os madeirenses abusaram das bolas bombeadas para a área, mas não voltaram a criar perigo.