“Só prometo duas coisas: liderança e que vamos ser campeões no meu mandato”, diz Godinho Lopes

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Godinho Lopes considera “imperioso” que o Sporting termine o campeonato no terceiro lugar Foto: Pedro Cunha

“Sou candidato por decisão própria. O Sporting precisa de um líder, e eu tenho a equipa para fazer um Sporting ganhador”, começou por dizer Godinho Lopes na apresentação, que reuniu várias dezenas de apoiantes num hotel de Lisboa. “Vamos virar o Sporting. Temos a certeza que estamos no bom caminho”, acrescentou o empresário.

A equipa da Godinho Lopes conta com Rogério Alves para a mesa da assembleia-geral e João Mello Branco para a liderança do conselho fiscal. Do conselho directivo fazem parte nomes como Filipe Nobre Guedes, Carlos Barbosa ou Paulo Pereira Cristóvão. Moniz Pereira será o mandatário da campanha: “Representa o ecletismo do Sporting. O professor Moniz Pereira não procura um lugar, serve o Sporting há 65 anos”, vincou o líder da candidatura.

Godinho Lopes rejeitou tratar-se de uma lista de continuidade, destacando a presença de vários jovens com menos de 40 anos entre os nomes propostos para liderar o clube. “Representam os valores do Sporting”, disse o candidato, que descreveu o grupo como “gente competente e capaz”. Porém, o empresário não deixou de sublinhar que “não há futuro sem passado”.

“Luís Duque e Carlos Freitas vão fazer a diferença”

No plano desportivo, o plano de Godinho Lopes passa por “construir uma equipa vencedora”. Para tal, o candidato conta com a colaboração de Luís Duque e Carlos Freitas, dois nomes que já lideraram o futebol do clube. “O Sporting tem que estar preocupado em estar no topo. Só posso prometer duas coisas: liderança clara e inequívoca e que vamos ser campeões no meu mandato”, frisou Godinho Lopes, que por várias vezes recordou a época de 1999/2000, quando o Sporting voltou a ser campeão após 18 anos. Na altura, o agora candidato desempenhava a vice-presidência para a área do património do clube.

“Não há nenhuma razão para o Sporting não ser o maior clube em Portugal”, rematou Godinho Lopes, que esclareceu que não será remunerado – ao contrário do que sucedia com o anterior líder dos “leões”, José Eduardo Bettencourt. “Não vou ser remunerado e vou ganhar campeonatos”, reiterou Godinho Lopes, que considerou a existência de várias candidaturas (são neste momento cinco) como “um sinal que o clube está vivo”.

Lamentando as circunstâncias em que José Couceiro assume a direcção da equipa de futebol – “foi convidado 15 dias antes da demissão de José Eduardo Bettencourt” – Godinho Lopes não adiantou qual será o seu treinador. “Gostava de ter o José Mourinho, porque tem mentalidade ganhadora”, ironizou, antes de dizer que “na devida altura os nomes aparecerão”. Na opinião do candidato, a equipa tem a “obrigação” de terminar o presente campeonato no terceiro lugar. “É imperioso”, concluiu.