No Reino Unido

Activistas dos direitos dos animais condenados a penas dos 15 meses aos seis anos de prisão

Cinco activistas dos direitos dos animais que participaram numa campanha de intimidação junto de várias empresas europeias que forneciam um laboratório de investigação médica foram detidos hoje e condenados a penas de prisão dos 15 meses aos seis anos.

Cerca de 40 empresas foram alvo de uma conspiração internacional que pretendia forçar o encerramento do Huntingdon Life Sciences (HLS), um laboratório de investigação com animais, sediado perto de Cambridge.

Os membros do Stop Huntingdon Animal Cruelty (SHAC) enviaram embrulhos-bomba a fingir para vários funcionários e responsáveis, fizeram ameaças violentas e telefonemas abusivos, segundo aquilo que foi dito ao Tribunal Winchester Crown. A campanha também utilizou falsas alegações de pedofilia contra gestores de companhias que fornecem materiais ao laboratório.

O custo dos danos e do reforço das medidas de segurança chegaram às 12,6 milhões de libras (14,1 milhões de euros), soube o tribunal.

Sarah Whitehead, 53, Nicole Vosper, 22, e Thomas Harris, 27, admitiram conspirar para chantagear empresas e fornecedores ligados ao laboratório de 2001 a 2008, avançou a Press Association. Jason Mullan, 32, Nicola Tapping, 29 e Alfie Fitzpatrick, 21, deram-se como culpados de conspiração para prejudicar o laboratório. Todos foram condenados a penas de prisão, entre 15 meses e seis anos, à excepção de Fitzpatrick que foi condenado a doze meses de pena de prisão suspensa e a trabalho comunitário.

No ano passado, sete outros membros do SHAC, incluindo os seus três líderes, foram detidos pelo papel que tiveram na campanha.

“A acção foi realizada para perturbar e assustar e nisso tiveram sucesso”, disse o juiz Keith Cutler, sobre a campanha de intimidação. “Acredito que vocês possam ser vistos por alguns como mártires por uma causa nobre, mas isso está totalmente errado. Vocês não vão para a prisão por causa das vossas crenças, mas porque cometeram um grave crime de ofensa”, acrescentou.