Sócrates não nega sms de Vara e desvaloriza sondagem

José Sócrates confirmou hoje implicitamente ter recebido o sms de Armando Vara, noticiado hoje pelo jornal Sol, a avisá-lo de que o Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes ia acabar, mas voltou a garantir que só soube da notícia “como todos os portugueses”, através da comunicação social.

Em declarações aos jornalistas que o acompanham numa visita ao Brasil e à Venezuela, o primeiro-ministro afirmou que, nesse dia, estava de viagem de avião entre Porto e Lisboa, na hora a que terá sido enviado o sms, mas que não ligou logo o telemóvel.

Quanto à mensagem, afirmou tratar-se de um “sms privado” e disse que não falava em público sobre assuntos – as escutas – que acha não deverem ser divulgadas publicamente, como fez o Sol.

De resto, o primeiro-ministro qualificou a divulgação das escutas do caso Face Oculta como mais uma forma de o “atacar politicamente”.

Foi também só no final do dia, após mais um encontro com empresários no Consulado Geral no Rio de Janeiro, que Sócrates falou sobre a sondagem da Marktest, que põe o PSD no limiar da maioria absoluta e o PS abaixo dos 30 por cento.

Para a desvalorizar e dizer que a sua única preocupação “é a governação do país”, Sócrates lembrou que já é primeiro-ministro há cinco anos e viu “muitas sondagens”.

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