Ministra não reconhece comentários da Comissão de Utentes de Valença

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Os utentes têm protestado contra o encerramento Luís Efigénio/Nfactos (arquivo)

“A única coisa que eu tenho que dizer à comissão é que eles não sabem de saúde o suficiente para poder fazer qualquer ilação ou tirar qualquer conclusão sobre a morte de um cidadão, da idade que tinha o senhor. Não lhes considero qualquer validade nos seus comentários”, afirmou Ana Jorge aos jornalistas, no final da cerimónia que assinalou o Dia Mundial da Saúde, em Lisboa.

A Comissão de Utentes disse ontem que o homem deu entrada de manhã no centro de saúde, com uma paragem cardiorrespiratória, “não tendo recebido os cuidados médicos adequados por ausência de profissionais especializados e de equipamento adequado, que deixaram de existir com o fecho da Urgência”. Ainda sobre a situação dos serviços de saúde no Alto Minho, a ministra sublinhou “não haver qualquer razão” para que “cada cidadão não tenha médico para o própria dia quando necessita”.

“Toda a população tem médico de família e o número de utentes por médico de família é inferior ao que é considerado mínimo no restante país”, reforçou. A ministra insistiu na ideia de que o Governo “não fechou urgências, mas abriu urgências”, indicando que a região do Alto Minho tem neste momento dois serviços de urgência básica, um serviço de urgência médico-cirúrgica e quatro ambulâncias de suporte imediato de vida.