Conversações em curso

Revista "Grande Reportagem" pode voltar às bancas pelas mãos do grupo Lena

A última vez que a "Grande Reportagem" foi editada foi em 2005
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A última vez que a "Grande Reportagem" foi editada foi em 2005 Nuno Ferreira Santos

As conversações estão a decorrer. Mas tudo indica que a revista “Grande Reportagem” pode voltar às bancas pelas mãos do grupo Lena, proprietário do jornal “i”. Inês Serra Lopes, antiga colaboradora da revista, coordenará este projecto que pode arrancar no primeiro trimestre de 2010.

“É ainda uma intenção. Estamos em conversações com o grupo Lena mas espero que a revista possa surgir para o ano, de preferência no primeiro trimestre”, disse ao PÚBLICO Inês Serra Lopes.

A jornalista, antiga directora do Independente e comentadora política diz ainda que o projecto contará com uma equipa, “mas será muito pequena”, e que o objectivo é publicar trabalhos internacionais de qualidade e trabalhos de jornalistas “free lancers” portugueses. “Alguns já estão mesmo a ser feitos”.

O título “Grande Reportagem”, lançado em 1984 com direcção de José Manuel Barata-Feyo, um dos mais emblemáticos do jornalismo português, surgia após o fim abrupto do programa “Grande Reportagem” da RTP, coordenado também por Barata-Feyo.

Tinha nomes na redacção como Miguel Sousa Tavares, Rui Araújo ou Joaquim Furtado, tudo jornalistas que tinham integrado a redacção do programa televisivo. “Saíram 28 números. O primeiro saiu a 7 de Dezembro de 1984 e o último a 15 de Junho de 1985”, lembrou Barata-Feyo.

Depois voltaria a aparecer em 1989, o ano em que o mundo se transformou, com a queda do Muro de Berlim. Ganhou carácter trimestral e acabaria em Março de 1990, se a editora de então, a D. Quixote não tivesse gostado tanto dos resultados e não tivesse proposto a continuação, com carácter mensal. E assim foi.

A aventura mensal acaba em 2003. Depois de um curto interregno passa a integrar os jornais “Diário de Notícias” e “Jornal de Notícias”, com periodicidade semanal, tal como na origem. Acabaria em 2005.

A propriedade do título pertence ainda à Controlinveste. Apesar da revista especializada “Briefing” ter dito esta semana que o título já teria sido comprado pelo grupo Lena pela quantia simbólica de um euro, Inês Serra Lopes frisa que tal ainda não aconteceu”.