Direcção-Geral da Saúde

Aborto: infecções e perfurações de órgãos deixaram de existir com nova lei

Francisco George falava hoje durante as cerimónias do Dia Mundial da Saúde
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Francisco George falava hoje durante as cerimónias do Dia Mundial da Saúde Nelson Garrido (arquivo)

As perfurações de órgãos e as infecções associadas ao aborto clandestino deixaram de existir desde que entrou em vigor a legislação que permite a Interrupção Voluntária da Gravidez até às dez semanas, em 2007, anunciou o director-geral da Saúde.

Francisco George falava hoje durante as cerimónias do Dia Mundial da Saúde, em Lisboa, num discurso em que se congratulou pelos resultados alcançados com a lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), cuja regulamentação entrou em vigor a 15 de Julho de 2007. De acordo com o dirigente, foram realizadas 28.556 interrupções, das quais 27.639 por vontade expressa da mulher, à luz da nova lei em vigor e até as dez semanas.

Francisco George anunciou que, em consequência da nova legislação, foram eliminadas as complicações associadas ao aborto clandestino, nomeadamente as perfurações de órgão e as infecções. "Deixaram de surgir nas urgências hospitalares casos de órgãos perfurados e infecções" associados ao aborto clandestino.

O Dia Mundial da Saúde é assinalado hoje com o tema "Salvar Vidas - Hospitais seguros em situações de emergência". A escolha deste tema tem como objectivo "realçar a necessidade de dimensionar e apetrechar os serviços de saúde, nomeadamente os hospitais, para as situações de emergência, assim como assegurar aos profissionais a preparação e a resiliência necessárias para intervir nessas situações".

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