Vitória por 5-1

Taça da Liga: Alvalade quase vazio para ver Liedson, o goleador implacável

Um hat-trick de Liedson foi um contributo decisivo para a vitória leonina
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Um hat-trick de Liedson foi um contributo decisivo para a vitória leonina Nacho Doce/Reuters

A motivação não era muita. Um domingo chuvoso e frio não convidava a ir à bola e só os mais intrépidos adeptos sportinguistas se arriscaram a sair de casa. Nem cinco mil trocaram a manta do sofá pelas bancadas frias de Alvalade (naquela que foi a pior assistência da história do recinto desde a sua inauguração, em 2003).

O Sporting já estava praticamente apurado para as meias-finais da Taça da Liga mesmo antes de entrar em campo. E à meia-hora de jogo soube mesmo que estava qualificado, quando a derrota do Nacional se confirmou no Bonfim. O resto foi a história do costume, escrita pelos pés de Liedson – com três golos foi, mais uma vez, o homem do jogo. As mãos fáceis de Cássio, o guarda-redes do Paços de Ferreira, apenas precipitaram a goleada.

O momento hilariante da noite surgiu ainda antes do descanso. Depois de ter negado por duas vezes o golo a Liedson, o guarda-redes do Paços desentendeu-se com o mundo e com a bola e esta passou-lhe tão devagarinho ao pé de si antes de entrar que os festejos do goleador foram envergonhados.

O jogo foi para intervalo e, logo no seu reatamento, e com Liedson de braçadeira de “capitão” no braço (não estavam em campo Moutinho, Polga, Tonel e Abel), os “leões” fizeram o 2-0. Implacável, o “Levezinho” continua a somar golos.

Se Liedson soma golos, João Moutinho soma jogos. Ontem, o médio fez o seu 91.º encontro consecutivo e está a quatro do seu recorde, alcançado entre 24 de Feverreiro de 2005 e 17 de Março de 2007. Bento, que ontem tornou-se o segundo treinador da história do Sporting com mais jogos (156, os mesmos que Juca e longe de Szabo com 346), poupou o camisola 28 ao intervalo.

Bónus de Izmailov

O treinador do Sporting deu oportunidade a Ricardo Baptista na baliza e este respondeu com algum nervosismo. Pior. Apesar de não ter tido culpa no golo que sofreu —uma recarga de Cristiano depois de Rui Miguel ter mandado a bola ao poste —, o guarda-redes não conseguiu aquilo que Rui Patrício conseguiu nos seis jogos anteriores: não sofrer golos.


Com o 2-1, o Paços acreditou no apuramento que a vitória em Alvalade proporcionaria. Com duas contrariedades antes da meia-hora de jogo para Paulo Sérgio — o treinador viu-se forçado a substituir por lesão Chico Silva e Paulo Sousa —, este colocou dois homens mais ofensivos, Cristiano e Rui Miguel (o primeiro foi mesmo o autor do golo...). Mas a defesa pacense não estava numa noite feliz.

Primeiro foi Cássio, depois foram os centrais, muito lentos. Quando o Sporting jogou com Romagnoli, as diferenças esbateram-se, mas quando o argentino saiu tudo melhorou. Pereirinha entrou no segundo tempo e o “leão” passou da terceira para a quinta velocidade. Foi dele a assistência para o segundo golo de Liedson. Com Adrien em campo (rendeu Moutinho), o meio-campo ganhou força. A arte ficou para o russo Izmailov: um remate portentoso fora da área que deu golo.

A sociedade Liedson-Vukcevic também mostrou estar a funcionar. O montenegrino jogou ao lado do brasileiro devido à falta de avançados (lesionados) e também marcou. Há três jogos seguidos que “Vuk” marca e ajuda o Sporting a ganhar. Os “leões” venceram todos os jogos desta prova. O final foi de goleada e a noite encerrou com mais um golo... do goleador implacável.