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Paulo Portas quer investigada a atribuição do rendimento mínimo em Portugal

Há um Portugal que trabalha no duro e há outro Portugal em idade de trabalhar que vive à conta do Estado, disse Portas
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Há um Portugal que trabalha no duro e há outro Portugal em idade de trabalhar que vive à conta do Estado, disse Portas Rui Gaudêncio/PÚBLICO

O CDS-PP vai solicitar uma investigação ao funcionamento do rendimento mínimo em Portugal, quando se reiniciarem os trabalhos parlamentares, anunciou ontem à noite, em Vila Viçosa, o líder do partido, Paulo Portas.

"Há um Portugal que trabalha no duro e há outro Portugal em idade de trabalhar que vive à conta do Estado. Há um Portugal que paga impostos e há outro Portugal que recebe o rendimento mínimo", argumentou.

Para o líder do CDS-PP, "há ainda um Portugal que luta duramente todos os meses para pagar a prestação de uma casa e há outro Portugal que tem uma casa quase de graça e ainda acha que não pode ou que não deve pagar".

Paulo Portas, que falava aos jornalistas à margem da apresentação do candidato do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal de Vila Viçosa, realçou que "não é possível continuar a existir um Portugal que trabalha a custear outro que não faz o esforço suficiente para poder trabalhar".

"Somos favoráveis a um país justo que premeia o esforço", adiantou o líder do CDS-PP, "um país onde às vezes é tão difícil encontrar um lugar num lar para um idoso, mas onde é tão fácil reivindicar uma casa de graça sem depois se cumprirem obrigações mínimas para a justificar."

Este tipo de situações tem de acabar, salientou o dirigente centrista,"em defesa do Portugal que trabalha, que luta diariamente para conseguir cumprir o seu orçamento, que paga os seus impostos e cumpre com as suas prestações". "O Portugal que trabalha vê ao lado pessoas em idade de trabalhar receberem benefícios do Estado e que fazem pouco esforço para conseguir melhorar a sua própria situação", realçou.

Portas reivindica parte no acordo com Embraer

Noutro ponto da sua intervenção, Paulo Portas considerou que os investimentos em fábricas de componentes de aviões que estão ligados à empresa Embraer são "bons investimentos, que criam riqueza e postos de trabalho".

O líder do CDS-PP lembrou, no entanto, que o início da colaboração estratégica do Estado com a Embraer, a terceira maior fábrica aeronáutica do mundo, aconteceu em 2004, com a privatização das OGMA, realçando sentir "orgulho" em ter tomado essa posição quando foi ministro da Defesa.

A empresa brasileira de aeronáutica Embraer, um dos maiores construtores mundiais de aviões, vai investir cerca de 400 milhões de euros em duas fábricas de componentes para aviões, na cidade de Évora, num acordo OGMA/Embraer.

Paulo Portas explicou ainda que o Governo se prepara para fazer uma alteração à lei dos antigos combatentes, que significa, reduzir a prestação social anual que estava estipulada. Trata-se de um recuo, acrescentou, "no reconhecimento que o país deve a uma geração de portugueses" que foi para as antigas colónias fazer uma guerra.