Dezenas de sementes portuguesas cedidas ao banco mundial da Noruega

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O cofre foi localiza-se no arquipélago norueguês de Svalbard Bob Strong/Reuters (arquivo)

"Há contactos para enviarmos essas sementes. Mas ainda estão a ser definidos os mecanismos administrativos científicos para ser feita essa entrega", afirmou fonte do gabinete do ministro da Agricultura, Jaime Silva.

Em causa estão várias sementes preservadas desde a década de 1970 no Banco Português de Germoplasma, criado em 1977.

"Muitas dessas sementes, que estão no que se pode chamar um estado puro, foram reservadas por agricultores que mais tarde as cederam ao banco de germoplasma", adiantou aquela fonte.

O deputado do MPT Luís Carloto Marques, num requerimento enviado ao ministro da Agricultura, fala no depósito de 650 sementes portuguesas no banco mundial inaugurado na Noruega.

"Não posso precisar quantas sementes vão ser cedidas. Sei que se trata de várias dezenas", adiantou fonte do gabinete de Jaime Silva.

A criação da "Arca de Noé Verde" visa proteger milhões de sementes alimentares e preservar a diversidade vegetal mundial, que tem sido ameaçada pelas catástrofes naturais, guerras e alterações climáticas.

O cofre, com cerca de 130 metros e construído dentro de uma montanha gelada no arquipélago norueguês de Svalbard, está preparado para resistir a um terramoto ou a um ataque nuclear.

Os países interessados podem depositar sementes, reservando-se o direito de retirá-las consoante a necessidade.

Um contentor de sementes de arroz provenientes de 140 países foi a primeira caixa de sementes deposidada no cofre, entregue durante a cerimónia de inauguração.

O Banco Português de Germoplasma contém todas as variedades de milho, leguminosas e frutas de Portugal, preservando o património genético nacional.