Serviço espanhol aponta para uma magnitude de 5,5

Instituto de Meteorologia regista sismo com magnitude 5,4 na escala de Richter

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PUBLICO.PT

O sismo sentido às 14h16 um pouco por todo o país teve uma magnitude de 5,4 na escala de Richter, segundo os dados do Instituto Nacional de Meteorologia, um valor inferior ao recolhido pelo PUBLICO.PT junto do Instituto Geográfico Nacional espanhol, que registou 5,5. Ambos os institutos confirmam que o epicentro se localizou no oceano Atlântico, a sudoeste do Cabo de S. Vicente.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, o epicentro localizou-se a 117 quilómetros a sudoeste do Cabo de S. Vicente. Segundo o Instituto Geográfico Nacional espanhol, o sismo foi registado às 14h16 e o seu epicentro localizou-se nas coordenadas 36.43 de latitude Norte e 9.76 de longitude Oeste.

O tremor foi sentido do norte ao sul de Portugal, com especial incidência no Algarve, mas também no território espanhol, de Vigo a Huelva, com uma intensidade IV na escala de Mercali, segundo o instituto espanhol.

Em Portugal o abalo foi sentido em Lisboa, Setúbal, Guimarães, Leiria, Figueira da Foz, Évora, Beja, Lagos, Portimão, Faro, Vila Real de Santo António e Tavira segundo informações transmitidas por residentes nessas localidades. Também em Coimbra, Matosinhos, Porto, Santo Tirso, Valongo, Santarém, Alcobaça e Caldas da Rainhas, entre outras, há relatos da ocorrência do abalo.

Em Vila do Bispo, a localidade mais próxima do epicentro do sismo, foi registado um pequeno tremor mas, segundo fonte da Câmara Municipal, em declarações ao PUBLICO.PT, não há registo de danos pessoais ou materiais.

O PUBLICO.PT tentou obter alguma informação junto do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, mas sem sucesso.

Eduardo Cansado Carvalho, da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica, explicou à SIC Notícias que a magnitude registada no sismo desta tarde “não tem consequências ao nível da construção”, sendo que só a partir da magnitude 6 na escala de Richter poderão ser provocados alguns danos em edifícios e outras estruturas.

O especialista sublinhou que, “em princípio”, e dada a magnitude registada e a localização do epicentro, não haverá réplicas.