Crítica

Nada de muito extraordinário

A história do cinema está cheia destes exageros: transformar em obra-prima um filminho simpático e bem-intencionado, ainda por cima intervindo com um certo humor sobre questões candentes e complicadas da política internacional.

Há em "Intervenção divina" ecos de um humor absurdo e cifrado, à la Tati, houve até quem invocasse o "santo" nome de Buster Keaton, há um trabalho de câmara escorreito, um desejo de cinema na sequência "mágica", inspirada nos filmes de artes marciais. Mas nada de muito extraordinário. Para ver a diferença, revistem-se, com cuidado, os corrosivos filmes de Otar Iosseliani.