"Jolly Rubino"

Combustível de cargueiro encalhado na África do Sul vai ser retirado este fim-de-semana

Os incêndios que têm deflagrado no "Jolly Rubino" tornam mais complicada a transferência
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Os incêndios que têm deflagrado no "Jolly Rubino" tornam mais complicada a transferência Jon Hrusa/AP

As 800 toneladas de combustível ainda a bordo do cargueiro italiano "Jolly Rubino", que encalhou a 300 metros da costa da África do Sul no dia 10 deste mês, deverão ser retiradas durante o fim-de-semana para evitar um desastre ecológico na reserva natural africana de Santa Lúcia.

"Hoje de manhã, as equipas entraram a bordo [do cargueiro] e preparam a transferência do seu combustível para um outro navio, processo que deverá ser realizado sábado ou domingo", informou Carol Moses, porta-voz do Ministério do Ambiente sul-africano. A operação deverá durar uma semana, acrescentou.

Os incêndios que têm deflagrado no "Jolly Rubino" tornam mais complicada a transferência do combustível.

O cargueiro, com 31 mil toneladas e 190 metros de comprimento, transportava de Durban para Mombasa produtos químicos perigosos, entre os quais fenol.

Moses informou que as fugas de combustível para o mar diminuíram nas últimas horas, sendo que as manchas de poluição estão quase diluídas.

"Salvo um imprevisto, as condições e a situação meteorológica são favoráveis a uma transferência", salientou Moses.

Segundo a rádio pública SABC, a mancha de combustível, com mais de dez quilómetros de comprimento e entre cinco a dez de largura - correspondendo à fuga de 500 toneladas de combustível - está a dirigir-se para o mar alto.

Durante os últimos dias, os técnicos recearam a contaminação do Parque Santa Lúcia, sítio classificado em 1999 pela Unesco como património da Humanidade, e conhecido pela sua população de aves - especialmente de flamingos e pelicanos -, de hipopótamos, crocodilos e tartarugas.