Morais Sarmento admite novas áreas de negócios na RTP

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Morais Sarmento afirma que o futuro de Emídio Rangel será tratado no seio da RTP André Kosters/Lusa

A prioridade é a reestruturação financeira da RTP, para o que é necessário proceder primeiro a um rigoroso levantamento da situação da empresa e de todas as participadas, diz Nuno Morais Sarmento. "Depois, o Conselho de Administração deverá apresentar ao accionista (o Estado português) propostas nas quais se admitem a alienação de activos da empresa, como sejam as suas participadas", acrescenta.

"Mas a situação está ainda a ser estudada. Não há qualquer venda ou extinção já operada", garante Morais Sarmento.

Interrogado sobre o modo como vai ser realizada a reestruturação, Sarmento afirma que "não há soluções mágicas" mas sim um plano que passa por uma renegociação da dívida, redução da despesa e "alienação eventual de activos que não se considerem estratégicos".

O projecto de reestruturação global vai em breve ser apresentado pelo novo conselho de administração da RTP, visando "uma empresa mais liberta até para que, à partida e à nascença, não esteja asfixiada como acontecia à RTP", explica.

Questionado sobre se a reestruturação implica despedimentos, Morais Sarmento garante que "não haverá decisões sem primeiro tentar encontrar soluções com os trabalhadores". "Vamos avaliar as necessidades da empresa, também em função do que vier a ser o serviço público de televisão", afirma. Sobre a manutenção de ordenados "milionários", o ministro sublinha que cabe ao conselho de administração decidir.

Acerca do futuro do director de programas e de informação, Emídio Rangel, Morais Sarmento afirma que o assunto "terá de ser tratado no seio da RTP".