Luís Queiró espera que Cristas seja a ” líder adequada para os novos tempos”

Presidente da Mesa do Congress diz que quanto à relação com o PSD, tem de ser o partido a decidir.

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Assunção Cristas à chegada a Gondomar na manhã deste sábado Rui Farinha/NFactos

Luís Queiró, presidente doa Mesa do Congresso do CDS, disse este sábado que a expectativa que tem de Assunção Cristas é que ela seja “a líder adequada para os tempos novos que aí vêm”. E adianta que se o partido “quer falar cada vez para mais gente não pode ter posições radicais”.

À entrada para o XXVI Congresso do CDS, que decorre este sábado e domingo no pavilhão multiusos, em Gondomar, Luís Queiró espera que “os portugueses acreditem cada vez mais no CDS, nas suas soluções e nos seus quadros”.

Sobre a saída de Paulo Portas da liderança do partido, afasta qualquer orfandade em relação ao CDS e sublinha que foi “com Portas que o partido foi construindo, ao longo de 15 anos, quadros, dirigentes, valores e propostas”. “O CDS não é um partido órfão como é evidente, pelo contrário, é um partido de gente adulta, que pensa pela sua própria cabeça”, afirmou, considerando que o partido tem de se ”preparar agora para um tempo novo, para um novo ciclo, aliás, por vontade do próprio Paulo Portas que não quer continuar”. 

Queiró mostra-se compreensível que o ainda líder dos democratas-cristãos não queira manter-se e acha natural que o partido nesta fase “tenha novos intérpretes, novas políticas”.

 Aos jornalistas, o dirigente nacional democrata-cristão disse ter consciência de que os tempos que se avizinham não serão fáceis, mas argumenta que “o CDS nunca teve uma vida fácil e tudo o que tivemos foi conquistado”.

Quanto à relação com o PSD entende que tem de ser o partido a determiná-la. Tem opinião, mas não se quer alongar em detalhes. “O CDS é um partido que integra o espaço do centro direita e o CDS deve centrar-se nos problemas da governação e nas aspirações dos portugueses e se quer falar cada vez para mais gente tem que manter essa recentragem junto dos portugueses e isso implica não ter posições radicais”.

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