O caderno de encargos que Chega e PS levam a Montenegro e as possíveis cedências
O primeiro-ministro Luís Montenegro recebe esta quinta-feira em São Bento os líderes do PS e do Chega, José Luís Carneiro e André Ventura, para negociar uma solução legislativa alargada sobre a crise na habitação, sob pressão das manifestações nas ruas e do Presidente da República.
- O PS, que antes exigia a retirada da proposta governamental de arrendamento, muda de estratégia e entra nas negociações para moldar o diploma final, nomeadamente propondo a eliminação de cláusulas como cauções ilimitadas, três rendas antecipadas e o conceito de renda moderada fixada em 2.300 euros.
- O Chega exige reciprocidade nas cedências e quer medidas já incluídas no Orçamento do Estado para 2027, como a dedução de juros do crédito à habitação em IRS até 1.200 euros e o aumento da dedução das rendas para 25%, recusando separar a habitação da discussão orçamental.
- Existem pontos de convergência entre PS e Chega, nomeadamente a limitação de rendas antecipadas e cauções, a garantia pública de acesso ao arrendamento para jovens, a isenção de mais-valias na venda de habitação permanente até 300.000 euros e a cedência do património do IHRU às autarquias.
- A Iniciativa Liberal, que será recebida na sexta-feira juntamente com os restantes partidos, antecipa que as reuniões não produzirão resultados, acusando PS, Chega e PSD de bloquearem soluções reais em função de interesses eleitorais.






