Estado herdou dez acções do Benfica, mas quer desfazer-se delas
O Estado português tornou-se accionista da SAD do Benfica por via de uma herança sem sucessores identificados, recebendo dez acções no valor nominal total de 50 euros, actualmente avaliadas em 65 euros em bolsa.
- As acções encontram-se na carteira acessória da Entidade do Tesouro e Finanças (ETF), que integra participações adquiridas por herança jacente ou bens abandonados, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 187/70.
- Esta posição é residual e sem peso na estrutura accionista da SAD, que conta com 23 milhões de acções admitidas à negociação, mas ilustra o mecanismo pelo qual o Estado acumula activos sem intenção deliberada.
- A carteira acessória da ETF inclui ainda participações residuais noutras empresas, como a EDP, a Estoril-Sol e a Intercement Portugal, sendo o destino habitual destas posições a alienação, dado o seu carácter temporário e de interesse público limitado.
- O Governo tem vindo a desfazer-se de posições consideradas não estratégicas, tendo já vendido participações em empresas como a The Navigator, enquanto reforça a presença em estores como a energia, nomeadamente através da Parpública.






