Borges, Varandas e o Sporting: muitos cozinheiros estragaram a sopa
Rui Borges deixou de ser treinador do Sporting ao fim de 22 meses, numa saída que resulta de uma profunda mudança de identidade da equipa iniciada no arranque desta temporada.
A transformação foi radical: saíram jogadores associativos e organizadores como Morita, Trincão, Bragança e Pedro Gonçalves, e chegaram perfis mais físicos e verticais, como Doumbia, Irankunda e Zalazar. O modelo ganhou velocidade nas transições, mas perdeu capacidade para desmontar blocos defensivos e gerir vantagens com bola — problemas que se traduziram em 18 vantagens desperdiçadas.
A meio da época, Borges ainda alterou o sistema táctico, retirando Catamo da ala para avançado e recuando Altimira para central, o que prejudicou os dois e limitou Flávio Gonçalves, um dos poucos jogadores com critério e criatividade.
Houve atenuantes para este início de temporada que gerou contestação, nomeadamente o facto de Varandas ter esvaziado o plantel de referências em todos os sectores, e o conflito no início desta época entre o presidente "leonino" com Luís Suárez perturbou o arranque.
A dimensão pessoal pesou igualmente. O treinador de Mirandela construiu uma relação forte com os adeptos, mas o discurso de vitimização foi-se gastando. Varandas, que há um mês garantia não gerir o clube pela pressão das bancadas, acabou por demitir o técnico.
Ler artigo completo






