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Nuno Ferreira Santos

Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo premeia carreira de Gonçalo Byrne

O arquitecto português Gonçalo Byrne recebe esta terça-feira o Prémio Carreira na 14.ª Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo (BIAU), que decorre até sexta-feira em Brasília. O júri, presidido pelo arquitecto espanhol Iñaqui Carnicero, distinguiu Byrne pelas suas cinco décadas de actividade, pelo contributo ao ensino e pela projecção internacional da arquitectura portuguesa.

Byrne, cuja candidatura ao prémio foi apresentada pela Ordem dos Arquitectos e pela Casa da Arquitectura, em Matosinhos, sucede na lista dos distinguidos portugueses nesta bienal a Fernando Távora, Álvaro Siza, Nuno Teotónio Pereira e Eduardo Souto de Moura. A edição deste ano conta com curadoria de Nuno Sampaio, director da Casa da Arquitectura, que propôs Brasília como sede para reforçar a presença lusófona num evento historicamente dominado pelo mundo hispânico. “Achei que não fazia sentido a bienal ser só organizada por Espanha e pelo país acolhedor, que até agora têm sido maioritariamente do mundo hispânico”, diz ao PÚBLICO Nuno Sampaio, antes de viajar para o Brasil.

O programa, subordinado ao tema "Cuidar da Vida", abrange cinco áreas: Água, Vegetação, Habitação, Comunidades e Novos Territórios. Portugal recebeu ainda duas menções honrosas, nos temas Vegetação e Habitação, para projectos de Laura Roldão Costa e Ricardo Bak Gordon, respectivamente.

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