Juiz volta a tentar juntar os dois processos da Operação Marquês
O juiz Ruben Vieira decidiu remeter o chamado mini-Marquês para ser julgado em conjunto com o processo principal da Operação Marquês, numa decisão de 27 páginas tomada na passada terça-feira.
Em causa estão três crimes de branqueamento de capitais imputados ao antigo primeiro-ministro José Sócrates e ao seu alegado testa-de-ferro Carlos Santos Silva. Os outros três crimes de falsificação de documento já prescreveram.
O magistrado argumenta que os crimes precedentes do branqueamento — nomeadamente os crimes de corrupção que justificariam a origem ilícita do dinheiro — estão a ser julgados no processo principal, o que cria o risco de dois tribunais decidirem de forma contraditória sobre os mesmos factos.
Não é a primeira vez que esta junção é proposta. Em duas ocasiões anteriores, a presidente do colectivo do processo principal, Susana Seca, recusou-a, e entre os advogados há cepticismo quanto a uma mudança de posição.
Especialistas ouvidos pelo PÚBLICO consideram que a apensação não obrigaria à repetição dos actos processuais já praticados, podendo o julgamento principal prosseguir com reorganização das diligências.
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