Banco de Portugal não se compromete a destinar imóveis vazios à habitação acessível
O Banco de Portugal prepara a venda de vários imóveis em Lisboa para financiar a construção da nova sede em Entrecampos, orçada em 225 milhões de euros.
Entre os edifícios a alienar está o da Avenida Almirante Reis, degradado, com amianto e abandonado pelos trabalhadores há cerca de um ano. O destino final do imóvel não está definido e não há qualquer garantia de que seja destinado a habitação acessível, apesar da crise que afecta o sector.
O supervisor não impõe condições de uso aos compradores nem prevê descontos para fins específicos. A assessoria do banco admite que só durante os processos de venda será avaliado se o destino futuro constitui critério de decisão.
O edifício da actual sede, na Baixa de Lisboa, será mantido na íntegra pelo banco central, que ali continuará com o Museu do Dinheiro, a tesouraria e o atendimento ao público. A nova sede em Entrecampos deverá estar operacional até Junho de 2030.
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