Ambulâncias de transporte de doentes não urgentes ameaçam parar por falta de apoios
As empresas privadas de transporte de doentes não urgentes estão em confronto com o Governo por serem excluídas dos apoios extraordinários ao combustível concedidos a outros sectores.
A Liga Portuguesa de Ambulâncias, que representa mais de cem entidades e cerca de 1500 ambulâncias, iniciou ontem uma campanha de sensibilização junto dos utentes do SNS, distribuindo panfletos nas ambulâncias a alertar para os riscos da situação.
O sector realiza mais de dois milhões de transportes por ano para o SNS, maioritariamente para tratamentos oncológicos, hemodiálise e fisioterapia, mas opera com preços tabelados desde 2023, sem capacidade de reflectir o aumento dos custos.
Bombeiros, IPSS e táxis já beneficiam de apoios. As empresas privadas de ambulâncias, não. O presidente da liga, Álvaro Gil, avisa que, sem resposta do Governo, avançará uma marcha lenta em Lisboa na próxima semana, podendo escalar para uma paragem total.
O sector enfrenta ainda pagamentos do SNS com mais de 90 dias de atraso e incerteza regulatória após a nova lei orgânica do INEM retirar ao instituto a competência de fiscalização do transporte não urgente.
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