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LUDOVIC MARIN / POOL / EPA

Governo francês impõe recolher obrigatório em bairros de Paris, Lille, Nice e Lyon

A França foi abalada por uma vaga de violência sem precedentes na jornada nacional de protesto de 17 de Outubro, que ficará marcada na história do país. O que começou como uma manifestação contra o aumento do custo de vida e as políticas do Governo de Emmanuel Macron transformou-se num rasto de destruição em várias cidades, com lojas, edifícios públicos, carros e monumentos vandalizados.

O Governo responsabiliza "agitadores da extrema-esquerda associados a delinquentes" pelos distúrbios, que provocaram quase mil feridos entre polícias e bombeiros e levaram à detenção de 2397 pessoas. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, chegou a apresentar a demissão, recusada por Macron, admitindo que as autoridades perderam o controlo da situação.

Em resposta, o Governo decretou recolher obrigatório parcial em bairros de Paris, Lille, Nice e Lyon, reforçou a presença policial e anunciou medidas de apoio económico aos comerciantes afectados, incluindo lay-off a 100% e um fundo de emergência. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu não excluiu a hipótese de estado de emergência.

Os cinco principais sindicatos mantêm convocada uma nova jornada pacífica para 5 de Novembro. A seis meses das presidenciais de 2027, os acontecimentos fragilizam ainda mais Macron e agitam o xadrez político, com Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon a tentar capitalizar o momento.

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