PSP: “Esta situação não se pode manter ad aeternum”
A PSP admite que as acampadas de protesto pela habitação em Lisboa e Porto terão de terminar, mas garante privilegiar o diálogo antes de qualquer intervenção.
O porta-voz da Polícia de Segurança Pública, subintendente Sérgio Soares, avisa que a situação "não se pode manter ad aeternum" e que, falhada a via negocial, haverá intervenção policial.
Os manifestantes, instalados no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, garantem manter o protesto até haver respostas políticas concretas sobre a crise da habitação.
Em causa estão irregularidades como a ocupação nocturna do espaço público, o acampamento sem licenciamento autárquico e questões de ruído.
A carga policial de 15 de Outubro no Porto, que feriu 37 manifestantes e um agente, está sob escrutínio da Inspecção-Geral da Administração Interna e da Provedoria de Justiça, que exige informações urgentes sobre a compatibilidade da actuação com o direito constitucional de manifestação.
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