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Daniel Rocha

Espada de D. Dinis é “a mais bonita da Europa”, mas pode não ter sido feita para ele

Uma vasta equipa de arqueólogos, antropólogos biológicos, conservadores restauradores e historiadores de arte estuda há anos o espólio exumado das arcas tumulares de D. Dinis e de um dos seus netos, abertas em 2019. A espada encontrada no túmulo de D. Dinis, no Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, em Odivelas, é a peça mais singular deste espólio. As conclusões parciais deste projecto, que inclui o primeiro estudo forense de um monarca português, serão apresentadas no congresso internacional O rei D. Dinis nos 700 anos da sua morte, que decorre esta quinta e setxa-feira em Odivelas.

Ao contrário das espadas de uso corrente que habitualmente acompanhavam os monarcas na morte, esta é uma peça cerimonial, em ferro forjado com punho em prata dourada e esmaltes coloridos com figuras humanas, animais e seres fantásticos.

A espada está a ser estudada e restaurada pelo Laboratório José de Figueiredo, com o envolvimento de 13 especialistas. Os exames revelaram heráldica ligada a Aragão e à Sicília, sugerindo que a peça poderá ter sido um presente da família de Isabel de Aragão, mulher de D. Dinis, e que não terá sido produzida em Portugal nem feita originalmente para o rei.

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